A FRENTE DE LIBERTAÇÃO DO ESTADO DE CABINDA (F.L.E.C), DESEJA-VOS BOAS VINDAS.

IMPRENSA

F

 

L

 

E

 

C

 

Data: 27 de Setembro de 2007


Moção de apoio ao governo Cabindês no exílio ...


Em 27 de Setembro de 2007 celebrou-se na cidade de Saint-Etienne, um encontro entre os militantes da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C), organizado pelo Sr. Andrade Carlos, delegado da F.L.E.C no departamento Loire e na presença do Ministro dos petróleos do governo Cabindês no exílio, Senhor Simão Pedro SIEWE NKUEKA

O tema do dia: apoiar as diligências relativas à ofensiva diplomática efectuada pelo Comandante António Luís Lopes, o presidente do governo Cabindês no exílio e da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C), contra os ocupantes angolanos e os seus empregados locais.

E, organizar uma reunião em Paris, na presença de muitos militantes da F.L.E.C, o acesso na sala será condicionado pela apresentação do CARTÃO DE RESISTENTE da F.L.E.C.

Os militantes da F.L.E.C presentes na sala manifestaram o seu apoio indestrutível ao Comandante António Luís Lopes cujas acções estão em proveito do povo Cabindês que luta pela sua liberdade.

 

A União faz a força               . Cabinda não é a Angola               . Viva Cabinda livre !

 

 

Fonte:  F.L.E.C .    Tel : 0033 1 70 24 37 91

 

 

Data : 08 de junho de 2007

Recenseamento: a nossa luta é fundada sobre a identidade, a liberdade e a Soberania Cabindesa…

As autoridades Cabindesas no exílio e a Frente de Liberação do Estado de Cabinda, lançam uma vibrante chamada a todos os cidadãos Cabindeses, onde quer que se encontram a contactarem o governo Cabindês no exílio.

Para que serve esse recenseamento?

Esse recenseamento serve para termos uma panorâmica sobre a conjuntura dos cidadãos Cabindeses...

Para continuarem, e sempre com o acto do militantismo...

Para continuarmos a defender a identidade Cabindesa em toda a parte onde quer que nos encontramos...

Para sentirmo-nos sempre Cabindeses e não angolanos...

E para o efeito, convidam-vos, Caros compatriotas, de entrarem em contacto com as autoridades do governo Cabindês no exílio, que depois de inquerir o caso de cada qual, emitem os documentos seguintes:

Certificado de nascimento, Bilhete nacional de identidade, e Cartão de resistente da F.L.E.C.

As autoridades Cabindeses no exílio sempre estão à vossa disposição para qualquer informação complementar.

Além disso, não cessaremos de denunciar a demagogia das autoridades angolanas, que continuam a ocupar ilegalmente o território Cabindês, arruínam e pilham o país de todas as riquezas, e oprimam os seus habitantes desde 1975 data em que Portugal bradaram o nosso bonito país, o Cabinda.

Denunciamos os acordos angolanos e tudo o que ele comporta, e que são apenas cenas montadas para enganar a opinião pública e internacional em "acordos de paz".

Sempre unidos e mobilizados, caros compatriotas, continuam a ser firme e determinados no nosso combate, porque venceremos.

Qualquer pessoa que falsificaria documentos emitidos pelos nossos cuidados seria susceptível de continuações judiciais.

Cabinda, não é enclave, nem tão pouco Angola, histórica, geográfica e juridicamente.


Recenseamento

POPULAÇÃO CABINDESA

A união é irreversível !

O Povo unido vencerá!

Viva F.L.E.C !

Pelo Governo de Cabinda em exílio

Fonte :  F.L.E.C .    Tel : 0033 6 29 07 95 94

 

Data : 03 de Dezembro de 2006


 
Visita do Senhor Francisco BILENDO, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Cabinda no Exílio da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C) em UNPO"

No âmbito das actividades relativas à procura do apoio político e de uma solução duradoura para Cabinda. O sr. Francisco BILENDO, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Cabinda no Exílio e representante da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C) em Benelux, encontrou o Prof. Rodolfo Stavenhagen, (relator Especial das Nações Unidas encarregado das situações de direitos do homem e das liberdades fundamentais dos povos) em Haia, na Holanda, aquando do Simpósio sobre o direito à autodeterminação no direito Internacional que teve lugar no dia 29 de Setembro ao 01 de Outubro de 2006 e que foi organizado pela organização das Nações e dos povos não representados, em sigla UNPO, em colaboração com Khmers Kampuchea-Krum Federação (KKKF) e Hawaii' s Institute for Human Rights (HIHR).

Convidado no Simpósio em nome do Governo Cabindês no exílio e da F.L.E.C, dirigido pelo presidente António Luís Lopes, o diplomata do Governo encontrou o relator Especial das Nações Unidas encarregado das situações de direitos do homem bem como vários líderes de outras comunidades, na qual eles abordaram várias perguntas relativas à situação política e Humanitária no território de Cabinda.

Este encontro foi de uma importância capital e inclinou-se sobre a situação política e Humanitária no território de Cabinda e as violações dos direitos do homem cometidas pelo regime angolano do MPLA dirigido pelo Sr. José Eduardo dos Santos.

O Professor Rodolfo Stavenhagen tem por seu lado prometidos trazer seu apoio político e humanitário no processo de Cabinda, e ajudar o povo Cabindês a encontrar uma solução duradoura (sem excluir as sensibilidades Cabindeses).

Por outro lado, o Sr. Francisco BILENDO, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo Cabindês no exílio da Frente de libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C), lança um apelo a todos os Cabindeses seja qual for o lugar onde estiverem para permanesserem unidos e de viver na fraternidade; de continuar a serem fieis ao Presidente António Luís Lopes; de resirtirem contra o inimigo que ocupa o nosso território ilegalmente; de continuar a rejeitar o memorando de acordo assinado em 1 de Agosto de 2006 entre António Bento Bembé e o Governo Angolano.

Nós, Governo de Cabinda e da F.L.E.C, não fomos representados e não fomos implicados nas negociações angolo-angolanas. Este acordo imediatamente tem sido denunciado pelos representantes do Governo de Cabinda e da F.L.E.C, e contestamos a legitimidade de António Bento Bembé.

Este acordo constituí uma agressão politico-jurídica e visa torpedear, sem humanismo, as aspirações legítimas de justiça, de liberdade e de paz do povo Cabindês.

Cabinda não é Angola. A história de Angola e de Cabinda consagram as convergências paralelas destas duas entidades; em direito bem como nos factos, Cabinda é Cabinda e Angola é Angola, um é Protectorado e outra é Colónia e provincia de Portugal .

O facto da reunificação das Administrações da colónia e do Protectorado não tem nenhum efeito nem político nem Jurídico para os regimes das entidades em causa. Os que invocam este facto para justificar o injustificável cometem um acto de improbidade moral e sem sinceridade.

Viva Cabinda livre, Viva Presidente António Luís Lopes e o Governo de Cabinda no Exílio e a F.L.E.C, Viva os Combatentes da liberdade.

VIVA UNIDADE CABINDESA.
                                                                VIVA CABINDA LIVRE


Sr. Francisco BILENDO e Sr. Rodolfo Stavenhagen em Haia (Holanda)

  Fonte : M. Avozinha Pascual, Chefe do Gabinete do Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo do Cabinda no Exílio da Frente de Liberação do Estado de Cabinda (FLEC).Tel /Fax: 0033 1 70 24 37 91. Représentação da F.L.E.C em BENELUX 

 

 

Data: 6 de Fevereiro de 2006


Cabinda: Estado de sede que impediu a celebração do tratado Luso-Cabindês.



Lugar de Simulambuco, Tratado Luso - Cabindês


A resistência cabindesa denunciou um estado de sede pelas forças de ocupação angolana, no território rico em petróleo que é Cabinda, para impedir a celebração dos 121 anos do tratado entre os cabindeses e os portugueses.

As tropas angolanas de ocupação tinham reforçado fortemente a sua posição militar em todo o território Cabindês ocupado, desde o 25 de Dezembro de 2005 e cercaram as casas dos padres católicos de Cabinda.

A resistência Cabindesa ameaça pôr actos de desobediência civil após a proibição pelos representantes da ocupação angolana de organizar a celebração que marca o aniversário do dia 1 de Fevereiro de 1885 do Tratado de Simulambuco que coloca Cabinda sob a protecção da coroa portuguesa no momento em que as potências europeias dividiam o continente africano.

Os combatentes da liberdade consideram este tratado como base jurídica para as suas reivindicações à libertação total do território Cabindês da influência angolana que é uma antiga colónia portuguesa.

Nos anos 1900, Lisboa administrou Cabinda e Angola como dois territórios distintos (Cabinda como protectorado e Angola como província de Portugal)

As Organizações dos direitos do homem criticaram severamente a inaptidão do governo angolano. Cabinda produz cerca de 90% do petróleo que dizem ser dos angolanos. Várias ofensivas têm sido lançadas desde o ano 2000 até agora, pelo exército angolano de ocupação e parece ter destruído as bases dos combatentes da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C). Os Cabindeses perderam uma batalha e não a guerra.


Fotos: Celebração do dia 1 Fevereiro de 2005 em Cabinda

Fonte : Resistência Cabindesa do interior

 

Data:16 de Novembro de 2005


Senhor António BENTO BEMBE e a justiça ...


A situação de Sr. António BENTO BEMBE, recentemente em liberdade condicional na Holanda, no seguimento do mandado de captura lançado sobre INTERPOL pelos Estados Unidos, em conformidade com a queixa apresentada por Sr. Brent Swan cidadão americano (que trabalha para a Companhia petrolífera Americana) retirado em Cabinda, no mês de Outubro de 1989, por um grupo armado "Posição Militar P-M". Este último tinha participado na negociação financeira para a libertação dos dois reféns americanos.

No seguimento das investigações efectuadas pelo governo Cabindês em exílio, resulta que a detenção em Junho de 2005 do Sr. António BENTO BEMBE não se tivesse desenrolado numa sala de conferência para a paz como tivesse-o anunciado ao www.ibinda.com. www.ibinda.org. www.ibinda.net do Sr. Rui Neumann, mas este último tinha sido interpelado pela polícia holandesa à sua descida de autocarros.

Certamente que a tentação de querer fugir a justiça Holandesa foi grande para ele, mas a sua consciência devia obrigá-lo a dobrar-se na frente da justiça para responder aos actos que lhe são acusados.

Com efeito, fugir a justiça não resolve o problema, bem pelo contrário, a sua fuga permite a justiça tirar argumento sobre a sua eventual culpabilidade para fazer sentar artigos de lei que não somente condená-lo-iam mas asfixiarão também a dinâmica de luta que efectua o povo Cabindês para a sua liberação do jugo angolano.

 

A União faz a força. Cabinda não é a Angola. Viva Cabinda livre !

 

 

Fonte : F.L.E.C

 


 

Data: 01 de Julho de 2005


Cabinda: Incidentes em Cabinda entre manifestantes católicos e a polícia..

Um grupo de católicos de Cabinda, que se manifestava contra a nomeação do novo bispo de Cabinda, envolveu-se terça-feira em confrontos com forças policiais, que utilizaram gás lacrimogéneo para dispersar a manifestação, disse hoje fonte da diocese local.

"Os manifestantes queriam fazer passar a sua mensagem contra a nomeação de D. Filomeno Vieira Dias", afirmou o padre Raul Tati, vigário-geral da Diocese de Cabinda.

O protesto, que reuniu cerca de uma centena de pessoas, decorreu no exterior do Seminário Maior de Cabinda, aproveitando a presença em Cabinda de quatro bispos católicos

Os bispos de Benguela, D. Ÿscar Braga, do Huambo, D. Alves Queirós, do Cuanza Norte, D. Luís Scarpa, e o bispo auxiliar de Luanda, D. Anastácio Kahango, deslocaram-se a Cabinda para reunir com o clero local e com a comunidade religiosa no âmbito da preparação da posse do novo bispo.

Segundo o padre Raul Tati, na sequência do protesto, as forças policiais utilizaram gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.

O vigário-geral da Diocese de Cabinda acrescentou que o incidente não provocou feridos, tendo-se apenas registado alguns danos numa viatura da diocese.

A Lusa contactou a Polícia Nacional em Luanda para obter um comentário sobre os incidentes e a utilização de gás lacrimogéneo, mas o porta-voz da corporação escusou-se a fazer qualquer comentário, alegando não possuir dados suficientes.

Também não foi possível obter um comentário da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé (CEAST), alegadamente por não se encontrar disponível nenhum responsável com autoridade para se pronunciar. A contestação atingiu o seu ponto mais alto em meados de Março, quando o administrador apostólico da diocese, D. Damião Franklim, foi vaiado durante a celebração da Missa Crismal na Sé de Cabinda.

A nomeação do novo Bispo de Cabinda tem sido muito contestada por uma parte dos fiéis católicos de Cabinda, que exige a nomeação de um bispo natural de Cabinda.

A contestação atingiu o seu ponto mais alto em meados de Março, quando o administrador apostólico da diocese, D. Damião Franklim, foi vaiado durante a celebração da Missa Crismal na Sé de Cabinda.

Esta nomeação gerou fortes protestos entre alguns dos fiéis católicos locais, que reclamam a nomeação de um bispo natural de Cabinda, e um grupo de sacerdotes subscreveu um documento manifestando preocupação pela nomeação de um bispo que não é natural de Cabinda.

 

Igreja de Tchiowa (Cabinda)

Fonte : www.noticiaslusofonas.com


 

Data: 01 de Fevereiro de 2005


Cabinda: Dezenas de milhar festejam Tratado de Simulambuco nas ruas de Tchiowa..

Dezenas de milhar de pessoas desfilaram domingo nas ruas de Tchiowa, numa marcha promovida pela Associação Cívica, para assinalar o 120/0 aniversário da assinatura do Tratado de Simulambuco.

"A marcha foi um sucesso e aproveitamos para lançar uma mensagem de paz em Cabinda, onde diariamente se assiste a uma violação sistemática dos direitos humanos", afirmou o representante da associação, hoje, em declarações à Agência Lusa.

O Tratado de Simulambuco foi assinado em 1885 entre as autoridades portuguesas e as autoridades tradicionais de Cabinda.

O representante salientou que esta foi a "primeira vez" que as autoridades locais autorizaram uma manifestação popular deste género nas ruas da cidade.

"Durante a manifestação não se registou nenhum incidente grave. A população saiu à rua com todo o entusiasmo", frisou.

O representante da associação cívica de Cabinda revelou que a instituição vai apresentar "nos próximos dias, um relatório sobre a real situação de Cabinda".

"Se as autoridades defende que Cabinda é Angola, então é necessário que respeitem as populações", defendeu.

A actual situação no território foi também comentada pelo representante do Governo angolano em Cabinda, Aníbal Rocha, que admitiu a existência de casos de violações de direitos humanos por elementos das forças armadas, apesar de frisar que esses casos foram julgados e não podem ser generalizados.

"Há, de facto, alguns actos de indisciplina que têm sido cometidos por elementos das forças armadas, mas todos esses casos têm sido esclarecidos e, muitos deles, julgados", afirmou o governador, numa entrevista publicada este fim-de-semana pelo semanário +Angolense+, que se publica em Luanda. Aníbal Rocha admitiu ter recebido no seu gabinete "algumas pessoas que se queixavam de actos de indisciplina cometidos por elementos das forças armadas". Segundo o governador, quando a situação envolve militares os casos são "remetidos às instâncias competentes das Forças Armadas", enquanto os restantes são enviados aos órgãos de justiça. Aníbal Rocha, que criticou a tentativa de generalizar a existência de casos de violações de direitos humanos em Cabinda, defendeu que este problema tem vindo a ser progressivamente reduzido.

"Estes casos de indisciplina, comparativamente a anos anteriores, diminuíram. Já não se assiste a incidentes com a frequência e gravidade de anteriormente", afirmou. Relativamente à situação militar no território, Aníbal Rocha considerou que está "estável", salientando que "há mais de um ano que não se registam acções de vulto" "A circulação de pessoas e bens faz- se sem qualquer problema, sem escoltas militares", frisou. Para o representante governo angolano em Cabinda, esta situação resulta da progressiva melhoria das condições de vida da população do enclave, já que "algumas das reivindicações políticas têm como base as dificuldades em que as pessoas vivem". "Estou convicto que a resolução dos problemas sociais da população é determinante para a estabilidade total da província", considerou Aníbal Rocha. O problema, segundo o representante governo angolano em Cabinda, é que a verba de seis milhões de dólares mensais, fixada há 10 anos como quota para o território de Cabinda das receitas do petróleo, já não chega para as necessidades.

"Esta quota foi fixada há dez anos e, obviamente, já não serve para as reais necessidades de Cabinda", afirmou, acrescentando que o território de Cabinda"não recebe absolutamente mais nada do Orçamento Geral do Estado". Por essa razão, Aníbal Rocha preferia abdicar destes seis milhões de dólares mensais oriundos das receitas petrolíferas e passar a trabalhar com as receitas fiscais geradas localmente, que são muito superiores. "Se me dessem a escolher entre os seis milhões e as receitas locais, diria sem hesitar que preferia trabalhar com o que estamos a arrecadar localmente, que é duas vezes mais do que estamos a receber", afirmou.

 

Tratado de Simulambuco entre os Portugueses e os Cabindeses

Fonte : www.lusa.pt

 

Data: 13 de Janeiro de 2005


O GOVERNO DECIDIDO DOTAR-SE DE INSTITUIÇÕES..

Uma delegação Cabindesa dirigido pelo Comandante António Luís Lopes, O presidente do governo de Cabinda no Exílio e o Frente de Libertação de Cabinda foi recebido ao Parlamento europeu em Estrasburgo (França) eurodeputado português, Doutor Mario Soares, antigo presidente de Portugal. Tem prometeu à delegação Cabindesa que organize um encontro inter- Cabindês em Portugal. O Governo Cabindês no exílio informe a opinião pública e Internacional, que um conselho de ministro, na sua reunião de 08 de Janeiro de 2005, aprovou por unanimidade resoluções nas quais decide criar, este dia, por prescrição, as Instituições seguintes:

- O Instituto Nacional do Centro Financeiro Cabindês - INCFC;

- A Fundação Cabindesa de Desenvolvimento - FCD;

- O Banco Nacional de Cabinda - BNC

O Governo do Cabinda no exílio, exercendo a soberania inerente à sua constituição, decida dotar-se dos meios para exercer-o, fora do território nacional. O Governo propõe-se por conseguinte criar uma instituição governamental que assegura a gestão e a regulamentação das suas actividades off-shore, ou seja todas as actividades fora do território nacional.

Propõe-se por exemplo establecer as regras de registo das sociedades sob o seu órgão jurisdicional, de estabelecer as regras financeiras e criar uma fundação que recebeos rendimentos libertados por estas actividades aos fins de ajudar o povo Cabindês em matéria social, educativo, cultural e de promover geralmente a causa Cabindesa. Além disso o Governo de Cabinda poderá utilizar os serviços dosseus amigos, para fins Lobbying para a causa Cabindesa e para desenvolver o reconhecimento junto de certos estados, do Governo em exílio.

Pelo Governo de Cabinda

Cabinda não é Angola.

A União é irreversível

O Povo Cabindês Unido vencerá.

Viva a F.L.E.C ! Viva Cabinda Livre!.

 

Comandante António Luís Lopes, com presidente Dt Mario Soares

Fonte : F.L.E.C.   Tel: 0033 1 70 24 37 91

 

 

Data: 26 de Setembro de 2004


VISITA DO PRESIDENTE DE CABINDA NO EXILIO A PORTUGAL...


O Comandante António Luís Lopes, Presidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C) e do Governo Cabindês no exílio, visitou Portugal, no âmbito de um encontro com amigos portugueses, a fim de obter apoio diplomático no processo de independência do Estado de Cabinda.

O Governo Cabindês no exílio tem previsto lançar uma grande ofensiva diplomática a partir do más de Novembro, data em que o Presidente da Comissão Europeia, senhor Durão Barroso (Português), assumirá funções.

Um encontro Cabindês de militantes da F.L.E.C vai ocorrer em Paris (França) de 15 a 25 de Novembro de 2004, a fim de enumerar as acções a desenvolver a favor do reconhecimento internacional do direito dos refugiados Cabindeses, da Identidade Cabindesa e da Libertação do Estado de Cabinda.

O Governo Cabindês no exílio condena todo o espírito divisionista e apela a uma tomada de consciência na luta que todos tomamos contra a ocupação ilegal do nosso Território.


Cabinda não é Angola.

A União é irreversível

O Povo Cabindês Unido vencerá.

Viva a FLEC ! Viva Cabinda Livre!.

 

Comandante António Luís Lopes, Praça de descubrimento e Ponto de 25 de Abril, Lisboa (Portugal).

Fonte : F.L.E.C. Cmdt José Nkuso Tiaba .   Tel: 0033 6 13 34 12 81

 

Data: 17 de junho de 2004


APELO A RESISTÊNCIA...

O governo de Cabinda no exílio lança um apelo a todos os cabindeses, seja qual for o espaço geográfico onde se encontram, a resistirem contra todas as formas de ocupação ilegal de Cabinda e também para combaterem os incorrigíveis divisores. Actualmente o povo Cabindês precisa de vias e meios para conseguir a sua libertação, porque muito dos nossos compatriotas estão espalhados pelo mundo e continuam a sofrer.

É por isso que o inimigo continua a enviar as pessoas sem identidade Cabindesa e que não têm coragem de enfrentar os verdadeiros representantes da Causa de Cabinda, e essas pessoas enclusivé viajam com o inimigo sem saberem que estão sendo usadas como bodas expiatores do mesmo inimigo. Denunciamos também toda forma de corrupção e de traição.


O governo de Cabinda no exílio apela também a todos os cabindeses de fazerem o recenseamento para terem formas como provar a sua identidade através dos documentos delivrados pelo governo de Cabinda no exílio. Avisamos também a opinião portuguesa, pública e Internacional, que os cartões de resistentes Cabindeses ja levam a bandeira portuguesa e advertimos os Cabindeses a reivindicarem a nacionalidade portuguesa que ainda possuem, porque não há futuro sem memória.


Apelamos por fim os Cabindeses que estão no interior de se revoltarem e de combaterem todos os angolanos que têm armas e de não aceitarem a proposta angolana de reconstruir Cabinda, porque não é com 370 miliões de dólares que se vai construir Cabinda em 6 anos, enquanto que num ano saiem mais de 4 biliões de dólares do petróleo

Cabinda não é Angola.

Viva a unidade Cabindesa.

Viva o povo Cabindês.

 

 

Fonte : F.L.E.C. Cmdt José Nkuso Tiaba .   Tel: 0033 6 13 34 12 81

 

 DATA : 20 de Março de 2004

 

Nós, Presidente do governo de Cabinda no exílio, Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C), e todo o povo  Cabindês, condenamos com a  última energia, a decisão arbitrária e unilateral do governo dos Estados Unidos, de condenar um combatente da liberdade de Cabinda, Arthur TCHIBASSA, a 24 anos e 6 meses  de reclusão, e 300.000 dólares de multa .

Nós consideramos que o combatente  Arthur TCHIBASSA sempre agiu no quadro da legítima legalidade da libertação do povo Cabindês da opressão angolana  e dos seus comanditários entre outros as empresas petrolíferas americanas nomeadamente Gulf Oil Company , CHEVRON  e  TEXACO que não cessam desde mais de um meio – século , de pilhar alegremente nosso petróleo  numa altura em que o beneficiário legítimo a  saber o povo Cabindês estagna na miséria .

Nós declinamos toda a responsabilidade das eventuais saturações da população de Cabinda, tais como o bombardeamento do sítio petrolífero de Malongo, à 20 Kilometros da capitale Tchiowa, Cabinda, e a sabotagem dos poços de petróleo off-shore cujo primeiro esteja situado a 200 metros da costa Cabindesa, que possam resultar dessas decisões  unilaterais do governo dos Estados  Unidos da América .

Por sua parte, o governo de Cabinda no exílio, está pensar em convocar no próximo  mês    de Abril, provavelmente no dia 25, todos os seus membros e simpatisantes em Paris, para decidir das medidas apropriadas no quadro da libertação sem condição e sem prazo do senhor Arthur TCHIBASSA.

Cabinda não é Angola.

Viva a unidade Cabindesa.

Viva o povo Cabindês.

                                          Encontro Cabindês de 05 de Julho de 2003

                                                                           

 

                    Sítio e porto petrolífero américano no Malongo, Cabinda

Fonte : F.L.E.C  Tel: 0033 1 70 24 37 91

 

Data : 26 de Fevereiro de 2004


EUA
(26-02-04, 10h): 4 países da CPLP acusados de violarem direitos humanos...

De acordo com o relatório anual do departamento de estado norte-americano sobre direitos humanos, a situação dos direitos humanos em Angola permanece pobre, nomeadamente em Cabinda, e persistem problemas graves apesar das melhorias em algumas áreas.

No capítulo, de 15 páginas, dedicado a Angola e divulgado esta quarta-feira, o departamento de Estado norte-americano dá conta de melhorias na tolerância do governo angolano às críticas e protestos, mas também acusa membros das Forças Armadas de Angola (FAA) de terem cometido "assassinatos extra judiciais ilegais", de serem responsáveis por "desaparecimentos" e de terem torturado, violado e abusado de cidadãos angolanos, principalmente em Cabinda "como parte da sal campanha de contra guerrilha contra o movimento independentista F.L.E.C.

O documento, cita grupos de direitos humanos não identificados que foram testemunhas, em Cabinda, do desaparecimento de várias pessoas, depois terem sido detidas por forças governamentais devido à sua "alegadas ligações aos rebeldes da F.L.EC.

O departamento de Estado norte-americano refere ainda que, no ano passado, houve menos restrições a jornalistas, reconhecendo no entanto que houve "ocasiões" em que o governo restringiu "na prática" a liberdade de expressão e da imprensa para além de fazer o mesmo com o direito à associação, previsto na constituição angolana.



Fonte : www.rdp.pt

 

Data : 01 de Fevereiro de 2004

  
Inauguração da sede da F.L.E.C em Paris…

Em  ocasião de  119ª aniversário do tratado Luso-Cabindês de Simulambuco, assinado no dia 01 de Fevereiro de 1885, entre as autoridades portugueses e cabindeses que integrou o território de Cabinda à  nação portuguesa .

O governo de Cabinda no exílio da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), aproveita da mesma ocasião para inaugurar a sua Sede provisória em Paris, no dia 01 de Fevereiro de 2004 as 14 horas; na presença do Presidente Cmdt. António Luís Lopes, do senhor Anny António da Silva KITEMBO e alguns membros do governo e da resistência.

Cabinda não é Angola.

                                                     VIVA   CABINDA  LIVRE

                                                               Pelo governo de Cabinda

 

Fonte : Governo de Cabinda. Tel/Fax :  0033 1 48 57 04 65

 

Data: 28 de Janeiro de 2004

 

 

Fonte : F.L.E.C. Tel / Fax : 0033 1 70 24 37 91

 

Data : 11 de Janeiro de 2004

Seis Naturais de Cabinda Mortos por Tropas Angolanas…

Grupos de direitos humanos voltaram a pedir na semana passada à comunidade internacional que esteja atenta ao que se está a passar em Cabinda, onde pelo menos seis pessoas foram mortas durante recentes confrontos entre as Forças Armadas Angolanas e os independentistas.

Em Micuma, uma centena de quilómetros a nordeste da capital do território, Tchiowa, os soldados abateram três pessoas e feriram 10, depois de se ter verificado uma acção da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC).

Noutra localidade, Necuto, junto à fronteira com a República Democrática do Congo, também houve mortos e feridos, depois de se ter verificado que a guerrilha continuava activa.

No mês passado, a Comissão Europeia reconheceu que "a situação em Cabinda continua crítica" e prometeu fazer "tudo o que estiver ao seu alcance para assegurar o respeito dos direitos humanos e procurar encontrar uma solução pacífica para o conflito", que se arrasta há mais de 28 anos.

Fonte : Jorge Heitor www.publico.pt

 

Data : 13 de Maio de 2003

«Alguns países africanos têm política dupla com Angola... também apoiam a FLEC»…
 



Chama-se António Luís Lopes, membro da FLEC, e se assume como Presidente do Governo de Cabinda no Exílio, organização clandestina que desenvolve acções em busca de apoio internacional para a independência da província de Cabinda* A CAPITAL – Além de encontros, realizados amiúde na Europa, que outras frentes procura a FLEC abrir para a discussão do caso?
António Luís Lopes (ALL) – A FLEC (Frente de Libertação do Estado de Cabinda) nunca parou de efectuar contactos e de defender os direitos fundamentais do povo de Cabinda. A iniciativa de Lisboa (no mês passado ocorreram encontros) tal como outras iniciativas em França, Suiça, Bélgica, Alemanha, etc. pertence a um trabalho colectivo que se enquadra nas acções da resistência cabindesa no exterior. A vigorosa e radical censura de imprensa imposta pela ditadura de José Eduardo dos Santos, impede que o cidadão angolano conheça as actividades dos nacionalistas cabindeses, assim como das atrocidades cometidas pelas forças de ocupação angolanas em Cabinda. Desde de sempre a FLEC pretendeu acusar e alertar a comunidade internacional para a realidade cabindesa. Mas sempre manifestamos a nossa disposição para dialogar com Angola, como país ocupante, e com Portugal, devido à sua responsabilidade histórica, ainda em vigor.

A CAPITAL – No plano interno, falamos de Angola, diz-se que a FLEC e o seu braço armado sofreram revezes no campo militar, nomeadamente com a queda da base de Kungo-Shonzo, em Janeiro de 2003, considerado o vosso santuário. Estará o vosso braço armado perdido?
A.L.Lopes – Desde o início da guerra civil em Angola e da guerra em Cabinda, que o MPLA só informa a sua população das suas supostas vitórias. Qualquer acção e vitória da FLEC em Cabinda foram sempre, propositadamente, omitidas. Uma atitude típica de qualquer estado sujeito à uma ditadura, onde o controlo da informação é sempre uma prioridade com vista a moldar as mentes da sua população. A ofensiva, tão mediatizada por Angola, foi uma realidade no ponto de vista dos meios bélicos empregados, mas foi um fracasso para Angola no ponto de vista militar. A FLEC está bem presente no terreno, e tem efectuado numerosos ataques contra as posições das FAA, que não têm sido mediatizadas em Angola. Infelizmente, as mães dos soldados angolanos mortos em combate no solo de Cabinda podem testemunhar. O MPLA, afim de eliminar completamente as forças da UNITA, decidiu mobilizá-las para Cabinda. Assim o MPLA resolve dois problemas de uma vez só. Cada soldado da UNITA morto é menos um problema para o MPLA no campo da reintegração. O massacre de soldados da UNITA fortalece o posicionamento militar do MPLA e o progressivo enfraquecimento das forças, ainda vivas, da UNITA. Esta é a única vitória do MPLA em Cabinda, ou seja o massacre das forças da UNITA.

A CAPITAL – Que peso tem a via militar no quadro da vossa estratégia de pressão ao Governo angolano? Até onde se espera levar tal estratégia?
A.L.L – Do nosso ponto de vista, a resistência cabindesa actua no seu terreno, são as tropas angolanas a força de ocupação estrangeira. Estando nós na nossa terra e no nosso terreno conhecemos a fundo todos os meandros da nossa pátria, a nossa mobilidade é imparável. Recebemos apoios de vários estados africanos, que mantêm uma dupla política com Angola.

A CAPITAL – Como a FLEC define a situação em Cabinda, do ponto de vista social, e do ponto de vista militar?
A.L.Lopes – Do ponto de vista social a situação em Cabinda está bem patente no relatório “Terror em Cabinda” que o governo angolano jamais se pronunciou sobre o assunto. Este mesmo relatório foi entregue no passado dia 24 ao Primeiro-Ministro português, Durão Barroso.

A CAPITAL – Como ficou, ao nível da discussão com o Governo de Angola, o referendo ao povo de Cabinda?
A.L.Lopes – Os desejos de José Eduardo dos Santos para Cabinda têm tanto valor como os desejos de Adolfo Hitler para a França durante a ocupação nazi. José Eduardo dos Santos a fim de provar a sua honestidade política, e honra nas palavras ditas, tem que efectuar um referendo em Cabinda. Este referendo só será válido caso seja efectuado exclusivamente em Cabinda, e por verdadeiros cabindeses. Nunca poderemos aceitar que o referendo sobre Cabinda seja extensivo a toda Angola, a especificidade de Cabinda é clara, como reconheceu José Eduardo dos Santos. Os moldes do referendo aplicado na questão de Timor, podem servir de exemplo para Cabinda. O referendo e a discussão do Tratado de Simulambuco não têm qualquer ligação. O referendo é a manifestação da vontade do Povo de Cabinda a auto-determinação.

A CAPITAL – A acontecer, o referendo esvazia o sentido e a oportunidade de discussão do tratado de Simulambuco?
A.L.Lopes – O Tratado de Simulambuco é um “contrato” entre os nossos notáveis e as forças coloniais portuguesas de protecção e reconhecimento mútuo. O Tratado de Simulambuco é o reconhecimento da nossa identidade e unidade, apesar de ter sido traído pelos portugueses em 1975. O Tratado continua válido.

A CAPITAL – Que pontos de divisão e união existem entre as distintas facções que buscam uma solução para o caso Cabinda?
A.L.Lopes – A FLEC tal como alguns movimentos de libertação tem uma postura democrática. Assim, alberga em si todas as sensibilidades e posições políticas. É normal que existam pontos de vista diferentes, relativos à nossa política interna. O mais importante é salientar que a defesa de Cabinda e do seu povo é a prioridade de qualquer resistente em Cabinda ou no interior.

A CAPITAL – As autoridades falam, regularmente, sobre a ausência de um interlocutor válido. O que diz a propósito?
A.L.Lopes – A “ausência de um interlocutor válido” para resolver o problema em Cabinda, é a justificação da propaganda do MPLA para arrastar qualquer possibilidade de diálogo. O MPLA não manifestou a mesma problemática em 1975 durante os acordos de Alvor onde estavam presente o MPLA, FNLA e a UNITA. Estamos dispostos a negociar com Angola, com o MPLA, assim como com os outros partidos angolanos. A qualquer momento, disponibilizamo-nos totalmente para um encontro. Mas rogamos que seja urgente porque neste momento há gente inocente que morre em Cabinda. A CAPITAL – Como pensa que o Governo angolano pode resolver a questão da Independência de Cabinda? Sabe que a Constituição de Angola indica que as delimitações geográficas actuais do nosso país são indivisíveis e que devem ser combatidas, com vigor, todas as tentativas de separação?
A.L.Lopes – Não há no mundo nenhuma constituição que não possa ser alterada. O mesmo parágrafo constava e consta na constituição da Indonésia e hoje Timor é independente. Qualquer constituição é elaborada e modificada pelos homens, é assim que os estados de direito evoluem, se assim não fosse Portugal ainda tinha hoje Angola e Cabinda na sua constituição como possessões ultramarinas. Esse argumento é mais uma desculpa para travar o processo em Cabinda, e não deixa de ser uma atitude típica de qualquer estado ditatorial e colonialista.

A CAPITAL – Como acha que a FLEC é vista em Cabinda: força política e moral, ou força libertadora? Terá suficiente credibilidade junto da população?
A.L.Lopes – A FLEC é o único movimento que defende a legitimidade do povo de Cabinda à sua Terra sagrada. Desde 1963 que lutamos. Em 40 anos várias gerações passaram pelas nossas fileiras. Há hoje uma posição da população em Cabinda bastante positiva sobre a FLEC, mas reconhecemos que o trabalho de propaganda do MPLA desde 1975 também teve os seus frutos, considerando-nos como terroristas e bandidos. A mesma política foi utilizada pelas forças colonialistas portuguesas quando classificavam o MPLA como terrorista.

A CAPITAL – Diz-se que a situação em Cabinda ficaria resolvida com uma melhoria das condições económicas e sociais, o que diz sobre isso?
A.L.Lopes – A melhoria das condições económicas em Cabinda é fundamental para a dignidade do nosso povo. Mas nunca será o dinheiro que comprará a aspiração do nosso povo à independência.

A CAPITAL – A independência lidera ainda o vosso discurso, mas não vemos, ou não lemos por exemplo, propostas baseadas em planos sobre a gestão social que indiquem uma Cabinda de pós-conflito. Aqui permita-me colocar-lhe as seguintes questões: além do aspecto histórico do tratado de Simulambuco, quais os outros factores em que baseiam as vossas reivindicações? Mais do que isso, indique-nos as propostas da FLEC para um eventual período de Cabinda pós-conflito...
A.L.Lopes – Esta questão seria assunto para uma segunda entrevista dado o se desenvolvimento. Não podemos responder sucintamente ao plano económico, social e administrativo de Cabinda, no pós-guerra, em dois ou três parágrafos. Temos quadros da diáspora cabindesa prontos a regressarem ao país, existem excelentes quadros em Cabinda que são obrigados a trabalhar para o governo de ocupação. O povo de Cabinda está pronto para assumir de imediato as rédeas do seu país e do seu destino. Esclarecemos que o Tratado de Simulambuco é o documento que argumenta e resume a nossa identidade e aspiração, mas não é o único argumento da nossa determinação. Acima de tudo é a vontade de um povo, é o direito de qualquer povo à sua auto-determinação, são as diferenças culturais, históricas e linguísticas que nos separam completamente de Angola.

A CAPITAL – Como vê Cabinda dentro de 10 anos?
A.L.Lopes – Independente!

A CAPITAL – Pode, no vosso dicionário para Cabinda, a independência ser substituída pela autonomia?
A.L.Lopes – Independência nunca poderá ser substituída por autonomia. A autonomia é «o rebuçado envenenado» que o MPLA pretende dar à FLEC, de forma a poder nos massacrar mais tarde tal como está a fazer no presente à UNITA.

A CAPITAL – Há sensibilidade internacional para o caso Cabinda? ALL – Há sensibilidade internacional para a questão de Cabinda, e essa é uma das grandes batalhas da FLEC que tem de se confrontar com a propaganda do MPLA que pretende impor a ideia que Cabinda é um problema interno a Angola. Não, Cabinda é um problema da comunidade internacional.

A CAPITAL – O que diz sobre as violações de direitos humanos, alegadamente protagonizadas em Cabinda quer pela FLEC, quer pelo Governo?
A.L.Lopes – Reconhecemos que alguns grupos isolados e alegando pertencerem à FLEC provocaram várias violações dos direitos humanos em Cabinda, mas não podemos generalizar a acção de membros isolados que agiram à revelia da FLEC. O Governo do MPLA tem utilizado uma politica de terror e de humilhação em Cabinda. Nós julgamos e condenamos os nossos responsáveis por tais actos, e reconhecemos o facto. Angola não!


Fonte : A Capital

 

 

 


Data: 25 de Abril de 2003

Cabinda pede apoio ao governo português…

"O 25 de Abril de 1974 é a data da liberdade em Portugal, mas é também a data que marca o início da humilhação do povo de Cabinda”

Os responsáveis do Governo de Cabinda no Exílio pediram o "apoio político" de Portugal para a realização de um referendo sobre a autodeterminação do povo cabinda, que consideram um "Estado à parte de Angola". O pedido foi manifestado pelo o presidente do Governo, comandante António Luís Lopes, depois de entregar um dossier sobre "O Terror em Cabinda" na recepção da residência oficial do primeiro-ministro português, José Manuel Durão Barroso, em Lisboa.


O comandante assume-se também como o máximo representante no exterior e interior de Cabinda da "Frente de Libertação do Estado de Cabinda" (FLEC), apelando para a unidade de todas as facções.

Estas frentes surgiram em meados dos anos 80 do século XX, depois de uma cisão na FLEC  e defendem ambas a autodeterminação de Cabinda, e que faz fronteira com a República do Congo e a República Democrática do Congo, pretensão rejeitada liminarmente pelo governo de Luanda.

Acompanhado pelo senhor, Anny António Silva Kitembo, e pelo ministro da Defesa, José Tiaba da Costa NKuso, o presidente, que reside em França, adiantou que, no documento entregue em S. Bento, é pedido a Durão Barroso que interceda junto das autoridades de Luanda para resolver a questão.

"Pedimos a intervenção junto das autoridades angolanas para que estas respeitem os Direitos Humanos e a dignidade do povo de Cabinda e que organizem um referendo, de forma a que os cabindeses possam decidir democraticamente sobre o seu futuro", sublinhou o comandante.

Nesse sentido, pede também a Durão Barroso, na prevista deslocação que o primeiro-ministro português deverá fazer em breve a Angola, que efectue uma visita em Cabinda, para um encontro com a população de Cabinda "junto ao monumento ao Tratado de Simulambuco", celebrado em 1885 entre Portugal e as autoridades locais.

Os máximos representantes do Governo de Cabinda no Exílio denunciaram também as atrocidades alegadamente cometidas pelo Exército angolano em Cabinda.

Uma cópia do documento, um relatório sobre a situação dos Direitos Humanos em Cabinda, da autoria, entre outros, do jornalista angolano Rafael Marques, foi também entregue no Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

Os três membros do Governo de Cabinda no Exílio adiantaram ainda que vão participar hoje no tradicional desfile do "25 de Abril", para se darem a conhecer.

"O 25 de Abril de 1974 é a data da liberdade em Portugal, mas é também a data que marca o início da humilhação do povo de Cabinda, que foi esquecido a partir daí", concluiu o "comandante" António Luís Lopes

 

 


A delegação Cabindesa e jornalista Português na frente da residência do primeiro ministro.

SOFonte : www.noticiaslusofonas.com

 

Data : 12 de Abril de 2003


FLEC denuncia crimes cometidos em Cabinda nas ruas da Alemanha...

Wolfenbütte - A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) promove este sábado uma reunião seguida de um desfile em frente à Câmara Municipal de Wolfenbüttel, na Alemanha, para «denunciar os crimes cometidos e perpetrados em Cabinda pelo exército de ocupação angolano de José Eduardo dos Santos», anuncia o movimento. As iniciativas destinam-se também a preparar o «desfile de compatriotas cabindeses» agendado para o feriado do 25 de Abril, em Lisboa.

A reunião e desfile em Wolfenbüttel são organizados por António Dionga, representante da FLEC na Alemanha, e irão contar com a presença do comandante António Luís Lopes. Várias instituições não governamentais, como a Amnistia Internacional, também foram convidadas a participar nas iniciativas.

Esta reunião serve também para a preparação da conferência de imprensa que terá lugar na capital portuguesa, no próximo dia 24 de Abril, à qual se seguirá um «desfile de compatriotas cabindeses» no dia 25 de Abril, «Dia da Liberdade» em Portugal.

«No dia 25 de Abril de 1974, Portugal encontrou o caminho para a Liberdade e para a Democracia. No mesmo dia, Cabinda rumou para o desespero, privação das liberdades, e foi esquecido das provas de fidelidade que depositara a Portugal», sublinham os organizadores da acção em comunicado a que a PNN teve acesso.

No documento, assinado por José da Costa Tiaba Nkuso, membro da FLEC e do Governo no exílio, é lançado um apelo a todos os cabindeses a desfilarem no próximo dia 25 de Abril, às 09h00, em Lisboa, da Praça Marquês de Pombal até aos Restauradores.

«Cabinda tem de saber que não estão sós. E que nós, cabindeses espalhados pelo Mundo, temos o dever de provar que apesar de algumas ideias diferentes, estamos unidos no mesmo objectivo», defendem os promotores do protesto. «Em cada cabindês presente no desfile, está a sua acção e prova individual que não esqueceu Cabinda, e que sofre na nossa pátria», sublinham.





Fonte : F.L.E.C

 

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