Fotos de Cabinda !

FRENTE DE LIBERTAÇÃO DO ESTADO DE CABINDA (F.L.E.C.), DESEJA-VOS BOAS VINDAS

IMPRENSA

F

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C

 

Data: 28 de Janeiro de 2014


Cabinda: Ninguém tem o direito de apagar a história de um povo...

Lugar de Simulambuco

Na ocasião dum cem vigésimo nono (129º) Aniversário de 1° de Fevereiro de 1885 e reconhecida na conferência de Berlim, na Alemanha.

O governo de Cabinda no exílio da frente de libertação do estado de Cabinda, na sigla F.L.E.C, para comemorar esta data de aniversário de 1° de Fevereiro e insta os Cabindeses do interior para celebrar discretamente.

É por isso que, o governo de Cabinda no exílio solica uma celebração discreta para os Cabindeses do interior conta à opressão que sofrem por parte das forças armadas de ocupação angolanas. Como a Bélgica, o Luxemburgo, os Países Baixos, a Alsácia e Lorena para a França sofreram da Alemanha nazista.

Com efeito, Cabinda nunca foi como Angola, uma província ou uma dependência de Portugal. Angola foi uma colónia portuguesa desde o século XV. Cabinda é um protetorado Português, existem tratados que foram assinados entre as autoridades de Portugal e de Cabinda, em 1883, 1884 e aprovado no dia 1 de Fevereiro de 1885, é consagrado na Constituição Portuguesa de 1933, ainda em vigor, até agora não foi denunciado. Cabinda foi classificado de acordo com a carta da organização da unidade africana (OUA/UA), como o 39º estado a ser descolonizado. Enquanto Angola foi classificado como o 35º estado a ser descolonisado.

Ninguém tem o direito de excluir o histórico de um povo, um povo sem história é um povo sem alma.

Esta data histórica é o ponto fundamental da reivindicação de causa justa e nobre do Povo Cabindês.

Nós, o governo de Cabinda no exílio apelou enésimo ao governo português para corrigir seus erros históricos e voltar à razão, instar o governo de Angola para sair e retirar suas tropas do território de Cabinda ilegalmente ocupado desde 8 de novembro de 1975.

A vontade do povo Cabindês, a independência de Cabinda é generalizada.

Aniversário do Tratado de Simulambo, Luso-Cabindês de 1º de Fevereiro de 1885

Fonte : Governo de Cabinda no Exílio . Tel. 0033 1 70 24 37 91

 

Data: 20 de Setembro de 2013


MENSAGEM DO PRIMEIRO-MINISTRO DE CABINDA PARA O POVO FRANCÊS...

Primeiro Ministro do governo de Cabinda da F.L.E.C, Comandante Lola Patrick

Senhoras e Senhores...

Eu falar brevemente sobre a situação de Cabinda...

Cabinda, na conferência de Berlim em 1885 é reconhecido protetorado Português. Então, esta entidade territorial é reconhecida pela Constituição Portuguesa de 1933 distintamente de Angola, colónia portuguesa do século XV. Este país é ocupado militarmente em Novembro de 1975 por Angola com a ajuda das forças armadas sovieto-cubanos. No entanto, apesar da sua enorme rico em mineração, incluindo petróleo (que relata mais de 20 bilhões de dólares por ano para o ocupante angolano), Cabinda contínua a ser um país pobre, cujos habitantes continuam a viver na pobreza terrível.

Depois de várias negociações políticas entre uma franja Cabinda e o governo angolano, um memorando de paz assinado em Agosto de 2006. Foi decidido que todos os cidadãos Cabindeses refugiados e exilados devem retornar livremente em seu território. Posteriormente, o governo angolano assumiu a responsabilidade de conceder um estatuto especial para Cabinda. Este estatuto especial iria ser visado pela partida das suas forças armadas de Cabinda.

Hoje senhor nenhum ponto em seus acordos tem sido respeitado. Tal situação não é sem consequência para viver não só Cabindeses ainda sob a ocupação pelas forças armadas angolanas, mas ainda para refugiados e exilados cabindense esperando do outro lado do mundo para retornar à sua terra natal. Por isso, chamamos a sua atenção para o estado de Cabinda, país, limitado a norte pela República do Congo ao sul e a leste pela R-D. Congo e a oeste pelo Oceano Atlântico. Tendo a mesma cultura e falam a mesma língua,, o povo Cabindês não é menos um povo diferente do povo angolano.

Tomamos como testemunha opinião francesa e internacional sobre o caso de Cabinda. Também podemos solicitar o concurso da comunidade internacional e as Nações Unidas, para que eles integram, de forma urgente, o problema de Cabinda, em sua análise. Os meses, os anos passam emocionantes e terríveis para o povo de Cabinda cujas mortes causadas pelas forças armadas angolanas são contados aos milhares para este dia.

O povo de Cabinda por minha voz você lançou um grito de alarme, buscando sua indulgência e a sua adjurar política de peso o governo angolano, para sentar-se novamente em uma mesma mesa que o governo de Cabinda no exílio para reafirmar o seu compromisso de respeitar o memorando assinado em 1 de Agosto de 2006 no Namibe, em Angola.

Eu encerrado lá e obrigado pela sua atenção.

O Povo Cabindês Unido Vencera.

Viva França

Viva Cabinda Livre

 

Fonte : Governo de Cabinda no Exílio . Tel. 0033 1 70 24 37 91

 

Data: 09 de Agosto de 2013


Malembo: Para resistência Cabindesa, o conflito em Cabinda continua...

Malembo, Cabinda

Malembo: 4 de Agosto de 2013, realizou uma reunião clandestina na aldeia de Malembo em Cabinda sob a Presidência do Comandante da resistência Cabinda: Cmdte. Kimbuele Mpene

Tomar a palavra, Comandante Kimbuele Mpene disse que: O conflito Cabinda - Angola não terminou.

Como pensar o contrário, uma vez que o regime angolano de MPLA do Presidente José Eduardo Dos Santos continua em sua política de se recusar a negociar com a Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C), adicionou-se este último.

Comandante Kimbuele Mpene, líder da resistência Cabindesa do Interior, afirmou mais tarde que: desde 8 de novembro de 1975 em Cabinda, continua a existir um conflito armado contra a ocupação ilegal do território de Cabinda pelo Angola.

Se o ano de 2002 marcou o fim dos 27 anos da guerra civil de Angola, entre UNITA e MPLA na luta de libertação de Cabinda permanece ainda vivo.

O memorando assinado entre Antonio Bento Bembe, Presidente do fórum Cabindês pelo diálogo na sigla FCD e governo de Angola nunca foi consolidado, desdo de mais de quatro anos, apesar de vários contatos com o Comandante António Luís lopes, Presidente do governo Cabindês no exílio e da F.L.E.C, concluiu o Comandante Kimbuele Mpene.

O quinquagésimo aniversário da criação da F.L.E.C foi celebrado clandestinamente na aldeia de Malembo em Cabinda.

Para o Comandante. Kimbuele Mpene e dos activistas da resistência Interior, mais do que nunca é hora do governo de Angola abrir assim que as negociações com a F.L.E.C para efeitos de resolução do conflito.

Fotos: Aniversário da F.L.E.C no Malembo em Cabinda

Fonte : Resistência Cabindesa do Interior

 

Data: 05 de Agosto de 2013


Asia: Primeiro chefe de Cabinda / F.L.E.C Representação na Ásia nomeado

Presidente Comandante António Luís Lopes

O Governo de Cabinda no exílio / F.L.E.C, sob a liderança do Comandante António Luís Lopes nomeou Datuk Agung Sidayu como o primeiro Chefe de sempre do Governo de Cabinda no exílio Representação nos países asiáticos. A nomeação formal foi emitida no dia 14 de Julho de 2013.

Em 14 de Julho de 2013, O Governo de Cabinda no exílio / F.L.E.C, apoiantes Datuk Ali Tanjung, SH, M.Hum como o advogado do governo no exílio, tanto o representante e as bases Advogado em Jacarta a capital da Indonésia, o escritório de representação foi aberta na Jakarta Central. Sua equipa temos 8 membros, incluindo o Chefe da Representação, Datuk Agung Sidayu.

Datuk Agung Sidayu é um empresário e trabalhador Social desde sua jovem vida, ele vai promover o movimento Cabinda para implementar os esforços de paz e diplomacia em vez da guerra e da violência para o sucesso dos seus 50 anos Strugles para tornar-se país independente e livre de anexação de Angola como Timor Leste. Se Timor Leste considerada e apoiada a sério pelas comunidades internacionais, porque não com Cabinda, disse Datuk Agung Sidayu sobre sua aceitação como representante da FLEC à Ásia nomeação.

Fundo

A F.L.E.C baseia-se nos princípios definidos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e os direitos dos cidadãos. Estes princípios são: Liberdade, Democracia, desenvolvimento e igualdade de oportunidades, a solidariedade entre os cidadãos Cabindeses que vivem em áreas livre e entre os refugiados que vivem em países vizinhos, na miséria e esquecido pelo mundo.

Para mais informação

Fotos: Representação na Asia

Fonte : Presidência do Governo

 

Data: 13 de Janeiro de 2010


DECLARAÇÃO DO GOVERNO CABINDÊS EM EXILIO APÓS DE ACTO ISOLADO

Presidente Comandante António Luís Lopes

No fim duma acção cobarde e não justificada, os inimigos da nação angolana quiseram desperdiçar a organização da grande festa africana: a CAN.

Objectivo confessado era inequívoco matar e semear terror nos espíritos. Trata-se de um acto terrorista.

O governo cabindês em exílio da Frente de Liberação do Estado de Cabinda (F.L.E.C) não pode continuar a ser insensível em frente dum acto também odeiem.

Exprimimos aqui a nossa inteira solidariedade e o nosso apoio indestrutível e sem falha ao povo angolano estes em momentos difíceis.

Nada saberia abalar menos a unidade da nação angolana e ainda a paz claramente adquirida. Em nome do governo cabindês em exílio e no meu nome próprio, condenamos este acto criminoso, que os autores sejam punidos e traduzidos na frente da justiça.

Podemos tranquilizar o povo angolano de nosso compromisso de trabalhar em conjunto para o estabelecimento de uma paz duradoura e definitiva..

 

Fonte : Resistência Cabindesa do interior . Tel. 0033 1 70 24 37 91

 

Data: 27 de Dezembro de 2009


Cabinda: Inaugurada fábrica de água mineral "TCHIOWA" em Cabinda.

Água de Cabinda chegou ao escritório da F.L.E.C na França

Uma fábrica de água mineral que comercializa a marca "Tchiowa" foi inaugurada pelo governador de Cabinda, na localidade de Tchimutiako, arredores da cidade de Cabinda.

O investimento feito no empreendimento, uma iniciativa privada, está orçado em mais de nove milhões de dólares, sendo dois milhões financiados pelo banco BIC e os restantes por fundos próprios.

A fábrica, construída em dois anos, tem capacidade para, numa primeira fase, produzir 50 mil garrafas de água mineral por dia. Prevê, nos próximos três anos, aumentar gradualmente a produção para a casa das 100 e 120 mil garrafas/dia. A fábrica emprega 42 trabalhadores e deve atingir, nas próximas duas semanas, 93 postos de trabalho directos. Certificado pelo Instituto Nacional de Controlo de Qualidade Alimentar, adstrito ao Ministério da Saúde, o produto da fábrica é vendido no mercado de Cabinda (primeira prioridade), campo petrolífero do Malongo, Soyo (base do Kwanda, no Zaire) e Luanda, numa segunda fase.

O governador provincial, Aníbal Rocha, que presidiu ao acto de inauguração do empreendimento, que ocupa uma área superior a 12 mil metros quadrados, disse que Cabinda se orgulha "por ganhar esta unidade fabril que engrandece o parque industrial do país e da província em particular".

"Foi um investimento produzido por filhos desta terra. Grande parte dele feito com recursos próprios e da sua boa vontade, conseguindo trazer para a população de Cabinda um empreendimento que vai tocar muito na vida dos seus habitantes", disse Aníbal Rocha.

O proprietário da fábrica, Francisco Raúl, disse que a fábrica funciona com absoluta autonomia técnica, produzindo todos os componentes para a produção de garrafas, importando unicamente os rótulos e a resina granulada, o que torna a fábrica numa unidade de produção dinâmica e competitiva na produção de águas engarrafadas.

 

Fonte : Resistência Cabindesa do interior . Tel. 0033 1 70 24 37 91

 

Date : 24 de Janeiro de 2009


Governo Cabindês no exílio da F.L.E.C. pronto para dialógo, justiça e paz à Cabinda...

Primeiro/MinistroMinhas Senhoras e Meus Senhores,
Caros Compatriotas,
O Dia de hoje é mais um marco importante para o Povo Ibinda, porque culmina um longo processo que se iniciou no princípio deste, com a luta para libertação do Estado de Cabinda.

Este última especialmente, tenda em conta os seus resultados, foram um verdadeiro teste para formar a República de Cabinda com a maturidade democrática.

Essa maturidade esteve naqueles que representaram o Povo e defenderam as suas ideais, direitos e liberdades, com toda identidade legítima.

Este mandato revela a vontade política de mudança dos Cabindeses. Um sinal de confiança, mas também de exigência e por isso dedico a todos os Cabindeses, desde Ièma à Massabi, de Miconje à Nzenze lucula. Foi, por todos os Cabindeses e para os militantes da F.L.E.C, que recebo o desafio de chefiar o novo Governo da República de Cabinda, que o povo e os representantes do mesmo aceitaram me com a legitimidade de que estou investido.

O governo que hoje assume funções, tem uma visão e um programa que irá cumprir. O Governo da luta para a libertação, independentíssimo que está estruturado de forma a corresponder a um objectivo concreto de reforma superado por um quadro de princípios e de valores sistematizados que orientarão o comportamento político, promovendo:

-Os valores dos direitos civis e Humanos,
-Os valores da tolerância e de respeito,
-A solução pacífica dos problemas,
-Os princípios de boa governação, assegurada pela existência de mecanismos fortes e eficazes de combate à corrupção, concluiu e nepotismo.

Esta Governação vai exigir da nossa parte rigor, profissionalismo e disciplina. Os menos por si sós, não resolvem todos os problemas, mas podem fazer a diferencia e vontade de enfrentar os problemas, promovendo os indispensáveis consensos entre todos os Estados -para fazer avançar o projecto Cabindês que hoje dificultado para os nos próprios muana tata.

Essa é a nossa firme intenção.
A superação desse impasse começou quando enfrentando incerteza, FCD, assumiu como prioridade a elaboração de um acordo fora de movimento, e sem algum esclarecimento ou consenso ao povo.
É de inteira justiça reconhecer, também, que este processo só não pode ser bem sucedido porque contou, na altura, com o empenhamento do Governo angolano, que obteve um mandato sem o qual não teria sido possível percorrer todo este caminho.

Mas tendo em conta o trabalho conjunto que está a ser desenvolvido entre nós, é possível já sinalizar algumas áreas de atenção especial. Alguns Cabindeses tem que morrer, situações acontecer, enfraquecer a luta. Cabinda tem que deixar de dificultar a paz, a liberdade e a justiça, para não falar do processo.

Será que os muana tata imigrantes em Luanda, foram para servir o MPLA mesmo? Não vos permite qualquer análise; si não ser os sábios e companheiros da luta que sabem o mecanismo do conteúdo na sua forma real.

Agradeço a confiança depositada em nós e estamos convictos de que não iremos defraudar as expectativas de todos, porque o que nos uniu para formar este Governo, foi tão somente o superior interesse deste povo. Foi esta a razão porque vários subunidades da F.L.E.C se reuniram e entrançaram um conjunto diverso de ideais e projectos para cumprir a nobre missão de garantir ao País e, sobretudo às futuras gerações a esperança de um futuro onde o respeito pelos outros e a tolerância andem a por cova o desenvolvimento social e económico do País.

Senhoras e senhores, caros compatriotas, Olhando para o nosso passado histórico, concluímos que todos os Cabindeses carregam um pesado fardo de dor e sofrimento. A pois de centenas de anos do colonialismo português e de 33 anos de ocupação ilegal Angolano, conseguimos, por fim e com muito sacrifício, libertar em primeiro a nossa consciência patriótica.

O Povo tem vindo a provar que a política de intimidações e de violência não o desencoraja, no momento crucial de dar o sim ou o não, ao seu próprio futuro. Fê-lo em 1992, fê-lo em 2008. O Povo soube sempre ultrapassar as dificuldades para afirmar o seu desejo. E, em eleições, a esperança é de que o seu voto seja percebido como um voto para melhorar as convicções, políticas e socioeconómicas, que rodeiam a sua vida no dia-a-dia.

A convergência de idade da reforma entre o sector privado do FCD e o Sector armado da F.L.E.C, o fim dos regimes especiais injustificados e o lançamento das bases para uma F.L.E.C mas forte em geral.

O caminho que ainda temos pela frente é, com certeza ,de muito exigência todos sabemos isso. Mas o governo está a fazer o que deve e já deu provas de que tem uma estratégias e determinação bastante para controlar a situação que encontrou. Neste momento demos passos seguros para que o povo Ibinda pudesse começar a credibilidade perdida e a olhar de novo, com mas confiança, o seu futuro.

Pela mesma razões se torna actualmente imperativo definir uma nova arquitectura e um novo modelo de organização administrativa do Estado, que possa por uma estratégia de centralização efectiva e de valorização da cidadania. Um novo modelo que reconheça a cultura e a ética da sociedade civil, que garante a todos os cidadãs a paz, o serviços de qualidade, que fortaleça o poder autárquico da liberdade.

É a mudança desde estado de causa que a F.L.E.C e a decida vontade política do povo pretende promover sem demoras, dando execução imediata às medidas de política consagradas no programa recentemente aprovando no exterior, particularmente aquelas que se referem à a justiça e à PAZ incluindo a previsão da extinção da figura dos Ministros e a consequente transferência de parte das suas competências para as autarquias locais, no caso de um sede indispensável.

E este é um desafio novo que se apresenta aos dirigentes da F.L.E.C, e Ministros, que é a de, neste quadro de alterações profundas, serem também eles agentes e obreiros das transformações que empoe ,contribuindo ,ao nível da suas competências, para assegurar o ambiente mas próprio à concretização da reforma.

Quando chegámos ao governo, importa lembrá-lo, a protectoria estava estagnada, declinada e à beira de uma nova recessão. Não há melhor resposta para a independência, a liberdade do que trabalhar para o crescimento da mentalidade, do civismo, da ideologia. E é exactamente isso que temos feito. Tal como o investimento que estamos a fazer nas qualificações constitui ,sem dúvida alguma ,a melhor ajuda que se pode dar a quem enfrentar as novas exigências de governar.

O Governo; naturalmente, acompanha de perto todos as situações ,onde que há riscos ; tal como acompanha com preocupações a situação especial da F.L.E.C nas matas e, está preparar dar uma ajuda suficiente. Tudo fizemos ,até aos limites da legislação nacional e comunitária ,para evitar o enceramento daquela. Apenas a fazer face ao problema conjuntural do défice mas a corrigir problemas estruturais por formar a que as crises orçamentais, possam deixar de ser um problema crónico da nossa sociedade, e da nossa luta.

Cabinda tem recursos naturais abundantes, uma classe trabalhadora qualificada profissionalmente. Tem uma infraestrutural ampla, que desejamos melhorar. Tem instituições sólidas e reguladas, sob permanente vigilância da sociedade e da opinião pública internacional. Tem um governo estruturado, com apoio político e popular, disposto a ouvir e a solucionar problemas.
Assumi, como prioridade de meu governo, a construção de uma grande infraestrutural na região. Mas do que um conjunto de vias de integração, ela será um verdadeiro canal de desenvolvimento, levando progresso económico e bem-estar a áreas hoje ainda a margem dos benefícios da sociedade moderna.
São estas as metas, os valores e princípios que, minha opinião, devem estruturar e condicionar a acção de vontade em cada um de vós. E foi também a pensar no futuro que adoptamos muitas outras medidas de desenvolvimentos do plano tecnológico.

É imperativo reflectir sobre estes acontecimentos, apurar responsabilidade e resolver os estigmas de crise. Por isso, parece-me óbvio prosseguir, de inquérito ,para que o, povo entenda o que aconteceu e para que deixem de pairar desconfianças entre os Cabindeses.

Justamente por isso, quero manifestar o meu reconhecimento pelos esforços desenvolvidos e pelo sucesso conseguido em várias áreas fundamentais para o desenvolvimento do país. Muitas das prioridades políticas declinadas pelo falecido presidente Luís de Gonsagues Ranque FRANQUE, homenagem depois pelos seus sucessores, nomeadamente Presidente Comandante António Luís LOPES e a todos os defensores do povo. Temos, no entanto, forte desejo de corrigir aquilo em que os nossos antecessores falharam, com a humildade de que recebem um testemunho precioso mas com a determinação de quem quer a transformação total do sistema, com o objectivo de avançar para uma verdade e drástica reforma do povo a quem pertence.

O compromisso quem assumo hoje perante o povo, é de que nenhuma força política, nenhum sujeito institucional, nenhum representante da sociedade civil, nenhum cidadão, ficará excluindo do processo democrático, porque todos serão chamados a participar consciente e activamente na construção do nosso país, salvaguardando os melhores valores da doutrina democrática.

É ,portanto ,com a participação ácida de todos ,envolvidos uma sociedade e uma oposição responsável que um governo pode honrar os seus compromissos ,respeitando o projecto político que recolheu apoio do povo, um programa aberto às propostas de todos ,mas orientado pelos suas próprios projectos ,pela sua própria agenda.

Aos senhores Ministros membros do governo,
Conto, com vosso, empenhamento e reitero a minha plena confiança em cada um de vós, desejando o maior sucesso no exercício das vossas funções.
Quero, finalmente, dirigir uma palavra de saudação ao a povo nas matas, em nome do Governo e no meu próprio, agradeço os serviços que prestarão à causa pública e patriótica legais. Estou certo que o povo posto que representamos não pode deixar de se sentir honrado com a sua actuação e a dedicação ao serviço dos respectivos.

Pe. Streinwinn QcK CAFF.
Antigo Primeiro-ministro do Governo de Cabinda.

Fonte : F.L.E.C. Tel: 0033170243791 www.cabinda.org

 

Data: 27 de Setembro de 2007

Moção de apoio ao governo Cabindês no exílio ...

Em 27 de Setembro de 2007 celebrou-se na cidade de Saint-Etienne, um encontro entre os militantes da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C), organizado pelo Sr. Andrade Carlos, delegado da F.L.E.C no departamento Loire e na presença do Ministro dos petróleos do governo Cabindês no exílio, Senhor Simão Pedro SIEWE NKUEKA

O tema do dia: apoiar as diligências relativas à ofensiva diplomática efectuada pelo Comandante António Luís Lopes, o presidente do governo Cabindês no exílio e da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C), contra os ocupantes angolanos e os seus empregados locais.

E, organizar uma reunião em Paris, na presença de muitos militantes da F.L.E.C, o acesso na sala será condicionado pela apresentação do CARTÃO DE RESISTENTE da F.L.E.C.

Os militantes da F.L.E.C presentes na sala manifestaram o seu apoio indestrutível ao Comandante António Luís Lopes cujas acções estão em proveito do povo Cabindês que luta pela sua liberdade.

A União faz a força. Cabinda não é a Angola. Viva Cabinda livre !

Fonte: F.L.E.C. Tel : 0033 1 70 24 37 91

 

Data : 08 de junho de 2007

Recenseamento: a nossa luta é fundada sobre a identidade, a liberdade e a Soberania Cabindesa.

As autoridades Cabindesas no exílio e a Frente de Liberação do Estado de Cabinda, lançam uma vibrante chamada a todos os cidadãos Cabindeses, onde quer que se encontram a contactarem o governo Cabindês no exílio.

Para que serve esse recenseamento?

Esse recenseamento serve para termos uma panorâmica sobre a conjuntura dos cidadãos Cabindeses...

Para continuarem, e sempre com o acto do militantismo...

Para continuarmos a defender a identidade Cabindesa em toda a parte onde quer que nos encontramos...

Para sentirmo-nos sempre Cabindeses e não angolanos...

E para o efeito, convidam-vos, Caros compatriotas, de entrarem em contacto com as autoridades do governo Cabindês no exílio, que depois de inquerir o caso de cada qual, emitem os documentos seguintes:

Certificado de nascimento, Bilhete nacional de identidade, e Cartão de resistente da F.L.E.C.

As autoridades Cabindeses no exílio sempre estão à vossa disposição para qualquer informação complementar.

Além disso, não cessaremos de denunciar a demagogia das autoridades angolanas, que continuam a ocupar ilegalmente o território Cabindês, arruínam e pilham o país de todas as riquezas, e oprimam os seus habitantes desde 1975 data em que Portugal bradaram o nosso bonito país, o Cabinda.

Denunciamos os acordos angolanos e tudo o que ele comporta, e que são apenas cenas montadas para enganar a opinião pública e internacional em "acordos de paz".

Sempre unidos e mobilizados, caros compatriotas, continuam a ser firme e determinados no nosso combate, porque venceremos.

Qualquer pessoa que falsificaria documentos emitidos pelos nossos cuidados seria susceptível de continuações judiciais.

Cabinda, não é enclave, nem tão pouco Angola, histórica, geográfica e juridicamente.

Recenseamento

POPULAÇÃO CABINDESA

A união é irreversível !

O Povo unido vencerá!

Viva F.L.E.C !

Pelo Governo de Cabinda em exílio

Fonte :  F.L.E.C .    Tel : 0033 6 29 07 95 94

 

Data : 03 de Dezembro de 2006


 
Visita do Senhor Francisco BILENDO, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Cabinda no Exílio da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C) em UNPO"

No âmbito das actividades relativas à procura do apoio político e de uma solução duradoura para Cabinda. O sr. Francisco BILENDO, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Cabinda no Exílio e representante da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C) em Benelux, encontrou o Prof. Rodolfo Stavenhagen, (relator Especial das Nações Unidas encarregado das situações de direitos do homem e das liberdades fundamentais dos povos) em Haia, na Holanda, aquando do Simpósio sobre o direito à autodeterminação no direito Internacional que teve lugar no dia 29 de Setembro ao 01 de Outubro de 2006 e que foi organizado pela organização das Nações e dos povos não representados, em sigla UNPO, em colaboração com Khmers Kampuchea-Krum Federação (KKKF) e Hawaii' s Institute for Human Rights (HIHR).

Convidado no Simpósio em nome do Governo Cabindês no exílio e da F.L.E.C, dirigido pelo presidente António Luís Lopes, o diplomata do Governo encontrou o relator Especial das Nações Unidas encarregado das situações de direitos do homem bem como vários líderes de outras comunidades, na qual eles abordaram várias perguntas relativas à situação política e Humanitária no território de Cabinda.

Este encontro foi de uma importância capital e inclinou-se sobre a situação política e Humanitária no território de Cabinda e as violações dos direitos do homem cometidas pelo regime angolano do MPLA dirigido pelo Sr. José Eduardo dos Santos.

O Professor Rodolfo Stavenhagen tem por seu lado prometidos trazer seu apoio político e humanitário no processo de Cabinda, e ajudar o povo Cabindês a encontrar uma solução duradoura (sem excluir as sensibilidades Cabindeses).

Por outro lado, o Sr. Francisco BILENDO, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo Cabindês no exílio da Frente de libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C), lança um apelo a todos os Cabindeses seja qual for o lugar onde estiverem para permanesserem unidos e de viver na fraternidade; de continuar a serem fieis ao Presidente António Luís Lopes; de resirtirem contra o inimigo que ocupa o nosso território ilegalmente; de continuar a rejeitar o memorando de acordo assinado em 1 de Agosto de 2006 entre António Bento Bembé e o Governo Angolano.

Nós, Governo de Cabinda e da F.L.E.C, não fomos representados e não fomos implicados nas negociações angolo-angolanas. Este acordo imediatamente tem sido denunciado pelos representantes do Governo de Cabinda e da F.L.E.C, e contestamos a legitimidade de António Bento Bembé.

Este acordo constituí uma agressão politico-jurídica e visa torpedear, sem humanismo, as aspirações legítimas de justiça, de liberdade e de paz do povo Cabindês.

Cabinda não é Angola. A história de Angola e de Cabinda consagram as convergências paralelas destas duas entidades; em direito bem como nos factos, Cabinda é Cabinda e Angola é Angola, um é Protectorado e outra é Colónia e provincia de Portugal .

O facto da reunificação das Administrações da colónia e do Protectorado não tem nenhum efeito nem político nem Jurídico para os regimes das entidades em causa. Os que invocam este facto para justificar o injustificável cometem um acto de improbidade moral e sem sinceridade.

Viva Cabinda livre, Viva Presidente António Luís Lopes e o Governo de Cabinda no Exílio e a F.L.E.C, Viva os Combatentes da liberdade.

VIVA UNIDADE CABINDESA.
                                                                VIVA CABINDA LIVRE

Sr. Francisco BILENDO e Sr. Rodolfo Stavenhagen em Haia (Holanda)

  Fonte : M. Avozinha Pascual, Chefe do Gabinete do Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo do Cabinda no Exílio da Frente de Liberação do Estado de Cabinda (F.L.E.C).Tel /Fax: 0033 1 70 24 37 91. Représentação da F.L.E.C em BENELUX 

 

Data: 6 de Fevereiro de 2006


Cabinda: Estado de sede que impediu a celebração do tratado Luso-Cabindês.

Lugar de Simulambuco, Tratado Luso - Cabindês

A resistência cabindesa denunciou um estado de sede pelas forças de ocupação angolana, no território rico em petróleo que é Cabinda, para impedir a celebração dos 121 anos do tratado entre os cabindeses e os portugueses.

As tropas angolanas de ocupação tinham reforçado fortemente a sua posição militar em todo o território Cabindês ocupado, desde o 25 de Dezembro de 2005 e cercaram as casas dos padres católicos de Cabinda.

A resistência Cabindesa ameaça pôr actos de desobediência civil após a proibição pelos representantes da ocupação angolana de organizar a celebração que marca o aniversário do dia 1 de Fevereiro de 1885 do Tratado de Simulambuco que coloca Cabinda sob a protecção da coroa portuguesa no momento em que as potências europeias dividiam o continente africano.

Os combatentes da liberdade consideram este tratado como base jurídica para as suas reivindicações à libertação total do território Cabindês da influência angolana que é uma antiga colónia portuguesa.

Nos anos 1900, Lisboa administrou Cabinda e Angola como dois territórios distintos (Cabinda como protectorado e Angola como província de Portugal)

As Organizações dos direitos do homem criticaram severamente a inaptidão do governo angolano. Cabinda produz cerca de 90% do petróleo que dizem ser dos angolanos. Várias ofensivas têm sido lançadas desde o ano 2000 até agora, pelo exército angolano de ocupação e parece ter destruído as bases dos combatentes da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C). Os Cabindeses perderam uma batalha e não a guerra.

Fotos: Celebração do dia 1 Fevereiro de 2005 em Cabinda

Fonte : Resistência Cabindesa do interior

 

Data:16 de Novembro de 2005


Senhor António BENTO BEMBE e a justiça ...

A situação de Sr. António BENTO BEMBE, recentemente em liberdade condicional na Holanda, no seguimento do mandado de captura lançado sobre INTERPOL pelos Estados Unidos, em conformidade com a queixa apresentada por Sr. Brent Swan cidadão americano (que trabalha para a Companhia petrolífera Americana) retirado em Cabinda, no mês de Outubro de 1989, por um grupo armado "Posição Militar P-M". Este último tinha participado na negociação financeira para a libertação dos dois reféns americanos.

No seguimento das investigações efectuadas pelo governo Cabindês em exílio, resulta que a detenção em Junho de 2005 do Sr. António BENTO BEMBE não se tivesse desenrolado numa sala de conferência para a paz como tivesse-o anunciado ao www.ibinda.com. www.ibinda.org. www.ibinda.net do Sr. Rui Neumann, mas este último tinha sido interpelado pela polícia holandesa à sua descida de autocarros.

Certamente que a tentação de querer fugir a justiça Holandesa foi grande para ele, mas a sua consciência devia obrigá-lo a dobrar-se na frente da justiça para responder aos actos que lhe são acusados.

Com efeito, fugir a justiça não resolve o problema, bem pelo contrário, a sua fuga permite a justiça tirar argumento sobre a sua eventual culpabilidade para fazer sentar artigos de lei que não somente condená-lo-iam mas asfixiarão também a dinâmica de luta que efectua o povo Cabindês para a sua liberação do jugo angolano.

A União faz a força. Cabinda não é a Angola. Viva Cabinda livre !

Fonte : F.L.E.C

 

Data: 01 de Julho de 2005

Cabinda: Incidentes em Cabinda entre manifestantes católicos e a polícia..

Um grupo de católicos de Cabinda, que se manifestava contra a nomeação do novo bispo de Cabinda, envolveu-se terça-feira em confrontos com forças policiais, que utilizaram gás lacrimogéneo para dispersar a manifestação, disse hoje fonte da diocese local.

"Os manifestantes queriam fazer passar a sua mensagem contra a nomeação de D. Filomeno Vieira Dias", afirmou o padre Raul Tati, vigário-geral da Diocese de Cabinda.

O protesto, que reuniu cerca de uma centena de pessoas, decorreu no exterior do Seminário Maior de Cabinda, aproveitando a presença em Cabinda de quatro bispos católicos

Os bispos de Benguela, D. Oscar Braga, do Huambo, D. Alves Queirós, do Cuanza Norte, D. Luís Scarpa, e o bispo auxiliar de Luanda, D. Anastácio Kahango, deslocaram-se a Cabinda para reunir com o clero local e com a comunidade religiosa no âmbito da preparação da posse do novo bispo.

Segundo o padre Raul Tati, na sequência do protesto, as forças policiais utilizaram gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.

O vigário-geral da Diocese de Cabinda acrescentou que o incidente não provocou feridos, tendo-se apenas registado alguns danos numa viatura da diocese.

A Lusa contactou a Polícia Nacional em Luanda para obter um comentário sobre os incidentes e a utilização de gás lacrimogéneo, mas o porta-voz da corporação escusou-se a fazer qualquer comentário, alegando não possuir dados suficientes.

Também não foi possível obter um comentário da Conferência Episcopal de Angola e S. Tomé (CEAST), alegadamente por não se encontrar disponível nenhum responsável com autoridade para se pronunciar. A contestação atingiu o seu ponto mais alto em meados de Março, quando o administrador apostólico da diocese, D. Damião Franklim, foi vaiado durante a celebração da Missa Crismal na Sé de Cabinda.

A nomeação do novo Bispo de Cabinda tem sido muito contestada por uma parte dos fiéis católicos de Cabinda, que exige a nomeação de um bispo natural de Cabinda.

A contestação atingiu o seu ponto mais alto em meados de Março, quando o administrador apostólico da diocese, D. Damião Franklim, foi vaiado durante a celebração da Missa Crismal na Sé de Cabinda.

Esta nomeação gerou fortes protestos entre alguns dos fiéis católicos locais, que reclamam a nomeação de um bispo natural de Cabinda, e um grupo de sacerdotes subscreveu um documento manifestando preocupação pela nomeação de um bispo que não é natural de Cabinda.

Igreja de Tchiowa (Cabinda) 

Fonte : www.noticiaslusofonas.com

 

Data: 01 de Fevereiro de 2005


Cabinda: Dezenas de milhar festejam Tratado de Simulambuco nas ruas de Tchiowa..

Dezenas de milhar de pessoas desfilaram domingo nas ruas de Tchiowa, numa marcha promovida pela Associação Cívica, para assinalar o 120/0 aniversário da assinatura do Tratado de Simulambuco.

"A marcha foi um sucesso e aproveitamos para lançar uma mensagem de paz em Cabinda, onde diariamente se assiste a uma violação sistemática dos direitos humanos", afirmou o representante da associação, hoje, em declarações à Agência Lusa.

O Tratado de Simulambuco foi assinado em 1885 entre as autoridades portuguesas e as autoridades tradicionais de Cabinda.

O representante salientou que esta foi a "primeira vez" que as autoridades locais autorizaram uma manifestação popular deste género nas ruas da cidade.

"Durante a manifestação não se registou nenhum incidente grave. A população saiu à rua com todo o entusiasmo", frisou.

O representante da associação cívica de Cabinda revelou que a instituição vai apresentar "nos próximos dias, um relatório sobre a real situação de Cabinda".

"Se as autoridades defende que Cabinda é Angola, então é necessário que respeitem as populações", defendeu.

A actual situação no território foi também comentada pelo representante do Governo angolano em Cabinda, Aníbal Rocha, que admitiu a existência de casos de violações de direitos humanos por elementos das forças armadas, apesar de frisar que esses casos foram julgados e não podem ser generalizados.

"Há, de facto, alguns actos de indisciplina que têm sido cometidos por elementos das forças armadas, mas todos esses casos têm sido esclarecidos e, muitos deles, julgados", afirmou o governador, numa entrevista publicada este fim-de-semana pelo semanário "Angolense", que se publica em Luanda. Aníbal Rocha admitiu ter recebido no seu gabinete "algumas pessoas que se queixavam de actos de indisciplina cometidos por elementos das forças armadas". Segundo o governador, quando a situação envolve militares os casos são "remetidos às instâncias competentes das Forças Armadas", enquanto os restantes são enviados aos órgãos de justiça. Aníbal Rocha, que criticou a tentativa de generalizar a existência de casos de violações de direitos humanos em Cabinda, defendeu que este problema tem vindo a ser progressivamente reduzido.

"Estes casos de indisciplina, comparativamente a anos anteriores, diminuíram. Já não se assiste a incidentes com a frequência e gravidade de anteriormente", afirmou. Relativamente à situação militar no território, Aníbal Rocha considerou que está "estável", salientando que "há mais de um ano que não se registam acções de vulto" "A circulação de pessoas e bens faz- se sem qualquer problema, sem escoltas militares", frisou. Para o representante governo angolano em Cabinda, esta situação resulta da progressiva melhoria das condições de vida da população do enclave, já que "algumas das reivindicações políticas têm como base as dificuldades em que as pessoas vivem". "Estou convicto que a resolução dos problemas sociais da população é determinante para a estabilidade total da província", considerou Aníbal Rocha. O problema, segundo o representante governo angolano em Cabinda, é que a verba de seis milhões de dólares mensais, fixada há 10 anos como quota para o território de Cabinda das receitas do petróleo, já não chega para as necessidades.

"Esta quota foi fixada há dez anos e, obviamente, já não serve para as reais necessidades de Cabinda", afirmou, acrescentando que o território de Cabinda"não recebe absolutamente mais nada do Orçamento Geral do Estado". Por essa razão, Aníbal Rocha preferia abdicar destes seis milhões de dólares mensais oriundos das receitas petrolíferas e passar a trabalhar com as receitas fiscais geradas localmente, que são muito superiores. "Se me dessem a escolher entre os seis milhões e as receitas locais, diria sem hesitar que preferia trabalhar com o que estamos a arrecadar localmente, que é duas vezes mais do que estamos a receber", afirmou.

Tratado de Simulambuco entre os Portugueses e os Cabindeses 

Fonte : www.lusa.pt

 

Data: 13 de Janeiro de 2005


O GOVERNO DECIDIDO DOTAR-SE DE INSTITUIÇÕES..

Uma delegação Cabindesa dirigido pelo Comandante António Luís Lopes, O presidente do governo de Cabinda no Exílio e o Frente de Libertação de Cabinda foi recebido ao Parlamento europeu em Estrasburgo (França) eurodeputado português, Doutor Mario Soares, antigo presidente de Portugal. Tem prometeu à delegação Cabindesa que organize um encontro inter- Cabindês em Portugal. O Governo Cabindês no exílio informe a opinião pública e Internacional, que um conselho de ministro, na sua reunião de 08 de Janeiro de 2005, aprovou por unanimidade resoluções nas quais decide criar, este dia, por prescrição, as Instituições seguintes:

- O Instituto Nacional do Centro Financeiro Cabindês - INCFC;

- A Fundação Cabindesa de Desenvolvimento - FCD;

- O Banco Nacional de Cabinda - BNC

O Governo do Cabinda no exílio, exercendo a soberania inerente à sua constituição, decida dotar-se dos meios para exercer-o, fora do território nacional. O Governo propõe-se por conseguinte criar uma instituição governamental que assegura a gestão e a regulamentação das suas actividades off-shore, ou seja todas as actividades fora do território nacional.

Propõe-se por exemplo establecer as regras de registo das sociedades sob o seu órgão jurisdicional, de estabelecer as regras financeiras e criar uma fundação que recebeos rendimentos libertados por estas actividades aos fins de ajudar o povo Cabindês em matéria social, educativo, cultural e de promover geralmente a causa Cabindesa. Além disso o Governo de Cabinda poderá utilizar os serviços dosseus amigos, para fins Lobbying para a causa Cabindesa e para desenvolver o reconhecimento junto de certos estados, do Governo em exílio.

Pelo Governo de Cabinda

Cabinda não é Angola.

A União é irreversível

O Povo Cabindês Unido vencerá.

Viva a F.L.E.C ! Viva Cabinda Livre!.

Comandante António Luís Lopes, com presidente Dt Mario Soares  

Fonte : F.L.E.C.   Tel: 0033 1 70 24 37 91

 

Data: 26 de Setembro de 2004

VISITA DO PRESIDENTE DE CABINDA NO EXILIO A PORTUGAL...

O Comandante António Luís Lopes, Presidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C) e do Governo Cabindês no exílio, visitou Portugal, no âmbito de um encontro com amigos portugueses, a fim de obter apoio diplomático no processo de independência do Estado de Cabinda.

O Governo Cabindês no exílio tem previsto lançar uma grande ofensiva diplomática a partir do más de Novembro, data em que o Presidente da Comissão Europeia, senhor Durão Barroso (Português), assumirá funções.

Um encontro Cabindês de militantes da F.L.E.C vai ocorrer em Paris (França) de 15 a 25 de Novembro de 2004, a fim de enumerar as acções a desenvolver a favor do reconhecimento internacional do direito dos refugiados Cabindeses, da Identidade Cabindesa e da Libertação do Estado de Cabinda.

O Governo Cabindês no exílio condena todo o espírito divisionista e apela a uma tomada de consciência na luta que todos tomamos contra a ocupação ilegal do nosso Território.

Cabinda não é Angola.

A União é irreversível

O Povo Cabindês Unido vencerá.

Viva a FLEC ! Viva Cabinda Livre!.

Comandante António Luís Lopes, Praça de descubrimento e Ponto de 25 de Abril, Lisboa (Portugal). 

Fonte : F.L.E.C.   Tel: 0033 1 70 24 37 91

 

Data: 17 de junho de 2004

APELO A RESISTÊNCIA...

O governo de Cabinda no exílio lança um apelo a todos os cabindeses, seja qual for o espaço geográfico onde se encontram, a resistirem contra todas as formas de ocupação ilegal de Cabinda e também para combaterem os incorrigíveis divisores. Actualmente o povo Cabindês precisa de vias e meios para conseguir a sua libertação, porque muito dos nossos compatriotas estão espalhados pelo mundo e continuam a sofrer.

É por isso que o inimigo continua a enviar as pessoas sem identidade Cabindesa e que não têm coragem de enfrentar os verdadeiros representantes da Causa de Cabinda, e essas pessoas enclusivé viajam com o inimigo sem saberem que estão sendo usadas como bodas expiatores do mesmo inimigo. Denunciamos também toda forma de corrupção e de traição.


O governo de Cabinda no exílio apela também a todos os cabindeses de fazerem o recenseamento para terem formas como provar a sua identidade através dos documentos delivrados pelo governo de Cabinda no exílio. Avisamos também a opinião portuguesa, pública e Internacional, que os cartões de resistentes Cabindeses ja levam a bandeira portuguesa e advertimos os Cabindeses a reivindicarem a nacionalidade portuguesa que ainda possuem, porque não há futuro sem memória.


Apelamos por fim os Cabindeses que estão no interior de se revoltarem e de combaterem todos os angolanos que têm armas e de não aceitarem a proposta angolana de reconstruir Cabinda, porque não é com 370 miliões de dólares que se vai construir Cabinda em 6 anos, enquanto que num ano saiem mais de 4 biliões de dólares do petróleo

Cabinda não é Angola.

Viva a unidade Cabindesa.

Viva o povo Cabindês.

Fonte : F.L.E.C.   Tel: 0033 1 70 24 37 91

 

 DATA : 20 de Março de 2004

Nós, Presidente do governo de Cabinda no exílio, Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C), e todo o povo  Cabindês, condenamos com a  última energia, a decisão arbitrária e unilateral do governo dos Estados Unidos, de condenar um combatente da liberdade de Cabinda, Arthur TCHIBASSA, a 24 anos e 6 meses  de reclusão, e 300.000 dólares de multa .

Nós consideramos que o combatente  Arthur TCHIBASSA sempre agiu no quadro da legítima legalidade da libertação do povo Cabindês da opressão angolana  e dos seus comanditários entre outros as empresas petrolíferas americanas nomeadamente Gulf Oil Company , CHEVRON  e  TEXACO que não cessam desde mais de um meio – século , de pilhar alegremente nosso petróleo  numa altura em que o beneficiário legítimo a  saber o povo Cabindês estagna na miséria .

Nós declinamos toda a responsabilidade das eventuais saturações da população de Cabinda, tais como o bombardeamento do sítio petrolífero de Malongo, à 20 Kilometros da capitale Tchiowa, Cabinda, e a sabotagem dos poços de petróleo off-shore cujo primeiro esteja situado a 200 metros da costa Cabindesa, que possam resultar dessas decisões  unilaterais do governo dos Estados  Unidos da América .

Por sua parte, o governo de Cabinda no exílio, está pensar em convocar no próximo  mês    de Abril, provavelmente no dia 25, todos os seus membros e simpatisantes em Paris, para decidir das medidas apropriadas no quadro da libertação sem condição e sem prazo do senhor Arthur TCHIBASSA.

Cabinda não é Angola.

Viva unidade Cabindesa.

REUNIÃO CABINDESA 5 DE JULHO DE 2003

SITIO PETROLIFEIRO AMERICANO A MALONGO (CABINDA).

Fonte : F.L.E.C  Tel: 0033 1 70 24 37 91

 

Data : 26 de Fevereiro de 2004


EUA (26-02-04, 10h): 4 países da CPLP acusados de violarem direitos humanos...

De acordo com o relatório anual do departamento de estado norte-americano sobre direitos humanos, a situação dos direitos humanos em Angola permanece pobre, nomeadamente em Cabinda, e persistem problemas graves apesar das melhorias em algumas áreas.

No capítulo, de 15 páginas, dedicado a Angola e divulgado esta quarta-feira, o departamento de Estado norte-americano dá conta de melhorias na tolerância do governo angolano às críticas e protestos, mas também acusa membros das Forças Armadas de Angola (FAA) de terem cometido "assassinatos extra judiciais ilegais", de serem responsáveis por "desaparecimentos" e de terem torturado, violado e abusado de cidadãos angolanos, principalmente em Cabinda "como parte da sal campanha de contra guerrilha contra o movimento independentista F.L.E.C.

O documento, cita grupos de direitos humanos não identificados que foram testemunhas, em Cabinda, do desaparecimento de várias pessoas, depois terem sido detidas por forças governamentais devido à sua "alegadas ligações aos rebeldes da F.L.EC.

O departamento de Estado norte-americano refere ainda que, no ano passado, houve menos restrições a jornalistas, reconhecendo no entanto que houve "ocasiões" em que o governo restringiu "na prática" a liberdade de expressão e da imprensa para além de fazer o mesmo com o direito à associação, previsto na constituição angolana.

Fonte : www.rdp.pt

 

Data : 01 de Fevereiro de 2004

  
Inauguração da sede da F.L.E.C em Paris

Em  ocasião de  119ª aniversário do tratado Luso-Cabindês de Simulambuco, assinado no dia 01 de Fevereiro de 1885, entre as autoridades portugueses e cabindeses que integrou o território de Cabinda à  nação portuguesa .

O governo de Cabinda no exílio da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), aproveita da mesma ocasião para inaugurar a sua Sede provisória em Paris, no dia 01 de Fevereiro de 2004 as 14 horas; na presença do Presidente Cmdt. António Luís Lopes, do senhor Anny António da Silva KITEMBO e alguns membros do governo e da resistência.

Cabinda não é Angola.

                                                     VIVA   CABINDA  LIVRE

                                                               Pelo governo de Cabinda

 

Fonte : Governo de Cabinda. Tel/Fax :  0033 1 70 24 37 91

 

Data: 28 de Janeiro de 2004

Fonte : F.L.E.C. Tel / Fax : 0033 1 70 24 37 91

 

Data : 11 de Janeiro de 2004

Seis Naturais de Cabinda Mortos por Tropas Angolanas…

Grupos de direitos humanos voltaram a pedir na semana passada à comunidade internacional que esteja atenta ao que se está a passar em Cabinda, onde pelo menos seis pessoas foram mortas durante recentes confrontos entre as Forças Armadas Angolanas e os independentistas.

Em Micuma, uma centena de quilómetros a nordeste da capital do território, Tchiowa, os soldados abateram três pessoas e feriram 10, depois de se ter verificado uma acção da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC).

Noutra localidade, Necuto, junto à fronteira com a República Democrática do Congo, também houve mortos e feridos, depois de se ter verificado que a guerrilha continuava activa.

No mês passado, a Comissão Europeia reconheceu que "a situação em Cabinda continua crítica" e prometeu fazer "tudo o que estiver ao seu alcance para assegurar o respeito dos direitos humanos e procurar encontrar uma solução pacífica para o conflito", que se arrasta há mais de 28 anos.

Fonte : Jorge Heitor www.publico.pt

 

Data : 13 de Maio de 2003

«Alguns países africanos têm política dupla com Angola... também apoiam a FLEC»…
 

Chama-se António Luís Lopes, membro da F.L.E.C, e se assume como Presidente do Governo de Cabinda no Exílio, organização clandestina que desenvolve acções em busca de apoio internacional para a independência da província de Cabinda* A CAPITAL – Além de encontros, realizados amiúde na Europa, que outras frentes procura a F.L.E.C abrir para a discussão do caso?
António Luís Lopes (ALL) : A F.L.E.C (Frente de Libertação do Estado de Cabinda) nunca parou de efectuar contactos e de defender os direitos fundamentais do povo de Cabinda. A iniciativa de Lisboa (no mês passado ocorreram encontros) tal como outras iniciativas em França, Suiça, Bélgica, Alemanha, etc. pertence a um trabalho colectivo que se enquadra nas acções da resistência cabindesa no exterior. A vigorosa e radical censura de imprensa imposta pelo Senhor de José Eduardo dos Santos, impede que o cidadão angolano conheça as actividades dos nacionalistas cabindeses, assim como das atrocidades cometidas pelas forças de ocupação angolanas em Cabinda. Desde de sempre a F.L.E.C pretendeu acusar e alertar a comunidade internacional para a realidade cabindesa. Mas sempre manifestamos a nossa disposição para dialogar com Angola, como país ocupante, e com Portugal, devido à sua responsabilidade histórica, ainda em vigor.

A CAPITAL : No plano interno, falamos de Angola, diz-se que a F.L.E.C e o seu braço armado sofreram revezes no campo militar, nomeadamente com a queda da base de Kungo-Shonzo, em Janeiro de 2003, considerado o vosso santuário. Estará o vosso braço armado perdido?
A.L.Lopes : Desde o início da guerra civil em Angola e da guerra em Cabinda, que o MPLA só informa a sua população das suas supostas vitórias. Qualquer acção e vitória da F.L.E.C em Cabinda foram sempre, propositadamente, omitidas. Uma atitude típica de qualquer estado sujeito à uma ditadura, onde o controlo da informação é sempre uma prioridade com vista a moldar as mentes da sua população. A ofensiva, tão mediatizada por Angola, foi uma realidade no ponto de vista dos meios bélicos empregados, mas foi um fracasso para Angola no ponto de vista militar. A F.L.E.C está bem presente no terreno, e tem efectuado numerosos ataques contra as posições das FAA, que não têm sido mediatizadas em Angola. Infelizmente, as mães dos soldados angolanos mortos em combate no solo de Cabinda podem testemunhar. O MPLA, afim de eliminar completamente as forças da UNITA, decidiu mobilizá-las para Cabinda. Assim o MPLA resolve dois problemas de uma vez só. Cada soldado da UNITA morto é menos um problema para o MPLA no campo da reintegração. O massacre de soldados da UNITA fortalece o posicionamento militar do MPLA e o progressivo enfraquecimento das forças, ainda vivas, da UNITA. Esta é a única vitória do MPLA em Cabinda, ou seja o massacre das forças da UNITA.

A CAPITAL : Que peso tem a via militar no quadro da vossa estratégia de pressão ao Governo angolano? Até onde se espera levar tal estratégia?
A.L.L : Do nosso ponto de vista, a resistência cabindesa actua no seu terreno, são as tropas angolanas a força de ocupação estrangeira. Estando nós na nossa terra e no nosso terreno conhecemos a fundo todos os meandros da nossa pátria, a nossa mobilidade é imparável. Recebemos apoios de vários estados africanos, que mantêm uma dupla política com Angola.

A CAPITAL : Como a F.L.E.C define a situação em Cabinda, do ponto de vista social, e do ponto de vista militar?
A.L.Lopes : Do ponto de vista social a situação em Cabinda está bem patente no relatório "Terror em Cabinda" que o governo angolano jamais se pronunciou sobre o assunto. Este mesmo relatório foi entregue no passado dia 24 ao Primeiro-Ministro português, Durão Barroso.

A CAPITAL : Como ficou, ao nível da discussão com o Governo de Angola, o referendo ao povo de Cabinda?
A.L.Lopes : Os desejos de José Eduardo dos Santos para Cabinda têm tanto valor como os desejos de Adolfo Hitler para a França durante a ocupação nazi. José Eduardo dos Santos a fim de provar a sua honestidade política, e honra nas palavras ditas, tem que efectuar um referendo em Cabinda. Este referendo só será válido caso seja efectuado exclusivamente em Cabinda, e por verdadeiros cabindeses. Nunca poderemos aceitar que o referendo sobre Cabinda seja extensivo a toda Angola, a especificidade de Cabinda é clara, como reconheceu José Eduardo dos Santos. Os moldes do referendo aplicado na questão de Timor, podem servir de exemplo para Cabinda. O referendo e a discussão do Tratado de Simulambuco não têm qualquer ligação. O referendo é a manifestação da vontade do Povo de Cabinda a auto-determinação.

A CAPITAL : A acontecer, o referendo esvazia o sentido e a oportunidade de discussão do tratado de Simulambuco?
A.L.Lopes : O Tratado de Simulambuco é um contrato entre os nossos notáveis e as forças coloniais portuguesas de protecção e reconhecimento mútuo. O Tratado de Simulambuco é o reconhecimento da nossa identidade e unidade, apesar de ter sido traído pelos portugueses em 1975. O Tratado continua válido.

A CAPITAL : Que pontos de divisão e união existem entre as distintas facções que buscam uma solução para o caso Cabinda?
A.L.Lopes : A F.L.E.C tal como alguns movimentos de libertação tem uma postura democrática. Assim, alberga em si todas as sensibilidades e posições políticas. É normal que existam pontos de vista diferentes, relativos à nossa política interna. O mais importante é salientar que a defesa de Cabinda e do seu povo é a prioridade de qualquer resistente em Cabinda ou no interior.

A CAPITAL : As autoridades falam, regularmente, sobre a ausência de um interlocutor válido. O que diz a propósito?
A.L.Lopes : A ausência de um interlocutor válido para resolver o problema em Cabinda, é a justificação da propaganda do MPLA para arrastar qualquer possibilidade de diálogo. O MPLA não manifestou a mesma problemática em 1975 durante os acordos de Alvor onde estavam presente o MPLA, FNLA e a UNITA. Estamos dispostos a negociar com Angola, com o MPLA, assim como com os outros partidos angolanos. A qualquer momento, disponibilizamo-nos totalmente para um encontro. Mas rogamos que seja urgente porque neste momento há gente inocente que morre em Cabinda. A CAPITAL : Como pensa que o Governo angolano pode resolver a questão da Independência de Cabinda? Sabe que a Constituição de Angola indica que as delimitações geográficas actuais do nosso país são indivisíveis e que devem ser combatidas, com vigor, todas as tentativas de separação?
A.L.Lopes : Não há no mundo nenhuma constituição que não possa ser alterada. O mesmo parágrafo constava e consta na constituição da Indonésia e hoje Timor é independente. Qualquer constituição é elaborada e modificada pelos homens, é assim que os estados de direito evoluem, se assim não fosse Portugal ainda tinha hoje Angola e Cabinda na sua constituição como possessões ultramarinas. Esse argumento é mais uma desculpa para travar o processo em Cabinda, e não deixa de ser uma atitude típica de qualquer estado ditatorial e colonialista.

A CAPITAL : Como acha que a FLEC é vista em Cabinda: força política e moral, ou força libertadora? Terá suficiente credibilidade junto da população?
A.L.Lopes : A F.L.E.C é o único movimento que defende a legitimidade do povo de Cabinda à sua Terra sagrada. Desde 1963 que lutamos. Em 40 anos várias gerações passaram pelas nossas fileiras. Há hoje uma posição da população em Cabinda bastante positiva sobre a FLEC, mas reconhecemos que o trabalho de propaganda do MPLA desde 1975 também teve os seus frutos, considerando-nos como terroristas e bandidos. A mesma política foi utilizada pelas forças colonialistas portuguesas quando classificavam o MPLA como terrorista.

A CAPITAL : Diz-se que a situação em Cabinda ficaria resolvida com uma melhoria das condições económicas e sociais, o que diz sobre isso?
A.L.Lopes : A melhoria das condições económicas em Cabinda é fundamental para a dignidade do nosso povo. Mas nunca será o dinheiro que comprará a aspiração do nosso povo à independência.

A CAPITAL : A independência lidera ainda o vosso discurso, mas não vemos, ou não lemos por exemplo, propostas baseadas em planos sobre a gestão social que indiquem uma Cabinda de pós-conflito. Aqui permita-me colocar-lhe as seguintes questões: além do aspecto histórico do tratado de Simulambuco, quais os outros factores em que baseiam as vossas reivindicações? Mais do que isso, indique-nos as propostas da FLEC para um eventual período de Cabinda pós-conflito...
A.L.Lopes : Esta questão seria assunto para uma segunda entrevista dado o se desenvolvimento. Não podemos responder sucintamente ao plano económico, social e administrativo de Cabinda, no pós-guerra, em dois ou três parágrafos. Temos quadros da diáspora cabindesa prontos a regressarem ao país, existem excelentes quadros em Cabinda que são obrigados a trabalhar para o governo de ocupação. O povo de Cabinda está pronto para assumir de imediato as rédeas do seu país e do seu destino. Esclarecemos que o Tratado de Simulambuco é o documento que argumenta e resume a nossa identidade e aspiração, mas não é o único argumento da nossa determinação. Acima de tudo é a vontade de um povo, é o direito de qualquer povo à sua auto-determinação, são as diferenças culturais, históricas e linguísticas que nos separam completamente de Angola.

A CAPITAL : Como vê Cabinda dentro de 10 anos?
A.L.Lopes : Independente!

A CAPITAL : Pode, no vosso dicionário para Cabinda, a independência ser substituída pela autonomia?
A.L.Lopes : Independência nunca poderá ser substituída por autonomia. A autonomia é «o rebuçado envenenado» que o MPLA pretende dar à F.L.E.C., de forma a poder nos massacrar mais tarde tal como está a fazer no presente à UNITA.

A CAPITAL : Há sensibilidade internacional para o caso Cabinda? ALL : Há sensibilidade internacional para a questão de Cabinda, e essa é uma das grandes batalhas da F.L.E.C. que tem de se confrontar com a propaganda do MPLA que pretende impor a ideia que Cabinda é um problema interno a Angola. Não, Cabinda é um problema da comunidade internacional.

A CAPITAL : O que diz sobre as violações de direitos humanos, alegadamente protagonizadas em Cabinda quer pela FLEC, quer pelo Governo?
A.L.Lopes : Reconhecemos que alguns grupos isolados e alegando pertencerem à FLEC provocaram várias violações dos direitos humanos em Cabinda, mas não podemos generalizar a acção de membros isolados que agiram à revelia da F.L.E.C.. O Governo do MPLA tem utilizado uma politica de terror e de humilhação em Cabinda. Nós julgamos e condenamos os nossos responsáveis por tais actos, e reconhecemos o facto. Angola não!


Fonte : A Capital

 

Data : 12 de Abril de 2003

F.L.E.C. denuncia crimes cometidos em Cabinda nas ruas da Alemanha...

Wolfenbütte - A Frente de Libertação do Estado de Cabinda (F.L.E.C.) promove este sábado uma reunião seguida de um desfile em frente à Câmara Municipal de Wolfenbüttel, na Alemanha, para «denunciar os crimes cometidos e perpetrados em Cabinda pelo exército de ocupação angolano», anuncia o movimento. As iniciativas destinam-se também a preparar o «desfile de compatriotas cabindeses» agendado para o feriado do 25 de Abril, em Lisboa.

A reunião e desfile em Wolfenbüttel são organizados por António Dionga, representante da F.L.E.C. na Alemanha, e irão contar com a presença do comandante António Luís Lopes. Várias instituições não governamentais, como a Amnistia Internacional, também foram convidadas a participar nas iniciativas.

Esta reunião serve também para a preparação da conferência de imprensa que terá lugar na capital portuguesa, no próximo dia 24 de Abril, à qual se seguirá um «desfile de compatriotas cabindeses» no dia 25 de Abril, «Dia da Liberdade» em Portugal.

«No dia 25 de Abril de 1974, Portugal encontrou o caminho para a Liberdade e para a Democracia. No mesmo dia, Cabinda rumou para o desespero, privação das liberdades, e foi esquecido das provas de fidelidade que depositara a Portugal», sublinham os organizadores da acção em comunicado a que a PNN teve acesso.


No documento, assinado por José da Costa Tiaba Nkuso, membro da F.L.E.C. e do Governo no exílio, é lançado um apelo a todos os cabindeses a desfilarem no próximo dia 25 de Abril, às 09h00, em Lisboa, da Praça Marquês de Pombal até aos Restauradores.

«Cabinda tem de saber que não estão sós. E que nós, cabindeses espalhados pelo Mundo, temos o dever de provar que apesar de algumas ideias diferentes, estamos unidos no mesmo objectivo», defendem os promotores do protesto. «Em cada cabindês presente no desfile, está a sua acção e prova individual que não esqueceu Cabinda, e que sofre na nossa pátria», sublinham.





Fonte : F.L.E.C

CABINDA
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